troll
Arte de pesca de fundo, entre 60 e 300 braças. Segundo Fernandes (1984), é constituída por uma ou várias linhas de 100 ou 200 anzóis. Para lastro, leva pedras amarradas no princípio e no fim de cada linha e a distâncias entre anzóis escolhidas pelos pescadores. Para localização e recolha, são amarradas bóias nas cabeceiras e, conforme o comprimento do troll, também a meio. Pode ser usado com e sem retenida, uma linha mais forte do que a madre, a ela amarrada por guias, as denominadas baixadas, de comprimento e a intervalos muito variados. No sítio das baixadas, podem ser amarrados flutuadores, de vidro ou de plástico, à retenida para levantarem a madre do fundo. São usados de 100 a 5000 anzóis números 4, 5, 7, 8 e 9. Os estorvos têm entre 0,5 m e 2,0 m de comprimento. É iscado com boga, cavala, chicharro, lula, salema e sardinha. Pesca abrótea, alfoncim, cântado, boca-negra, cação, cherne, congro, giraz, juliana, mero, moreia, pargo, raia e outros. Luís M. Arruda
Bibl. Fernandes, L. M. R. (1984), Artes de pesca artesanal nos Açores. Horta, Secretaria Regional de Agricultura e Pescas.
