TERCON
Sigla da Empresa de Conservas Terceirense, L.da fundada em 1934 pelo industrial do continente, Virgílio Lory. Apesar do condicionamento a que estava sujeita a indústria no país, em virtude do Decreto 21623, de 31 de Outubro de 1932, foi criado um regime especial para as ilhas adjacentes que permitiu a abertura desta e de outras fábricas na região. Funcionou, inicialmente, num pequeno edifício no Porto de Pipas, para transitar, dois anos depois, para um outro construído de raiz, próximo também do mesmo porto. A empresa adquiriu alguns barcos que constituíam a sua própria frota, mas recorria a pescado de outras proveniências para fornecer a matéria-prima necessária às conservas que produzia. Porque a captura era irregular a fábrica estava parada algumas épocas do ano. Para além do mercado local e do continente exportava também conservas para Génova, em quantidade reduzida. Os rótulos utilizados eram Clita, Vesúvio, Cádice, Virgílio Lory e Zé Manel. Em 1964, a empresa foi comprada por um grupo de terceirenses, incluindo as seis traineiras da frota pesqueira. Na época de laboração plena podia dar trabalho a 120 mulheres e 70 homens. Na época de menores capturas, a mão-de-obra ficava reduzida a metade. Acabou por encerrar nos anos 70. Carlos Enes
Bibl. Diário Insular (1964), Angra do Heroísmo, 20 de Junho. Enes, C. (1994), A economia açoriana entre as duas guerras mundiais. Lisboa Edições Salamandra: 153, 204. Merelim, P. (1974), As 18 de paróquias de Angra. Angra do Heroísmo, s.e..
