tentilhão
Nome vulgar da espécie de ave Fringilla coelebs moreletti, da família Fringilidae, segundo Agostinho (1935: 131), Bannerman e Bannerman (1966: 157), Chavigny e Mayaud (1932: 416), Costa (1948: 98), Hartert e Ogilvie-Grant (1905: 123) e Martins et al. (2002: 70). Esta espécie diferencia-se da espécie parental pelo corpo maior e mais pesado, pela cor da plumagem e pelo tamanho e cor dos ovos.
Os machos têm a parte superior da cabeça e do pescoço de tom azul ardósia; o dorso de tom verde-dourado, verde ou verde-azulado, por vezes castanho-vermelho com reflexos dourados, mas a parte inferior de verde-azeitona mais baça; e o peito de bege a castanho dourado, por vezes um pouco rosado. As fêmeas têm o dorso castanho e o peito creme acizentado. Ambos os sexos mostram barras alares, duplas, bem marcadas, medindo cerca de 15,5 a 16 cm. O bico é azul-acinzentado, curto e cónico (Chavigny e Mayaud, 1932; Hartert e Ogilvie-Grant, 1905; Martins et al., 2002).
Alimentam-se, principalmente, sobre o solo, de sementes de gramíneas, mas também de rebentos de urze e de cedro, de frutos e de insectos (Marler e Boatman, 1951).
A maioria dos ninhos é construída em Abril e Maio sobre faia e incenso, mas também sobre acácia, pinheiro, urze, criptoméria e outras, a altura variável do chão mas não superior a 10 m. O seu exterior é construído com fibras, ervas secas, musgos, líquenes, pequenos ramos de faia e agulhas de pinheiro. O interior é formado essencialmente por penas e outros materiais macios. No entanto, por vezes é construído unicamente por líquenes e musgos, ou só por pequenas raízes e ervas secas. Por vezes, também inclui porções da casca de eucalipto e de criptoméria entrelaçadas (cf. Bannerman e Bannerman, 1966: 159).
A postura consta de três a cinco ovos, geralmente 4, que eclodem entre Abril e Julho (Chavigny e Mayaud, 1932), e que são incubados pela fêmea durante 11 a 13 dias. Medem cerca de 20,5 x 15 mm e são de cor cinzenta-azulada ou azulada-clara com manchas vináceas e pequenas pintas e marcas vermiformes de tom castanho-avermelhado (cf. Bannerman e Bannerman, 1966: 159).
A espécie mais abundante em todas as ilhas, em habitats diversos a partir do litoral até aos campos mais elevados, o seu número diminui em altitude (Hartert e Ogilvie-Grant, 1905). É mais frequentemente em áreas florestadas, mas também ocorre em quintas e jardins. Desloca-se, geralmente, em bando, fazendo um voo ondulante, típico. Luís M. Arruda
Bibl. Agostinho, J. (1935), Ornitologia açoreana. Açoreana, 2: 113-133. Bannerman, D. A. e Bannerman, W. M. (1966), Birds of the
