Sociedade Literária Artista Faialense

Anteriormente Grémio Literário Artista Faialense, foi fundada em 1 de Janeiro de 1878, por operários de artes e ofícios diversos. Na origem da sua fundação está a oferta de uma biblioteca que João Francisco Rebelo decidiu fazer à sua terra natal. Essa biblioteca, tida como rica e volumosa, com 3000 a 5000 volumes, havia pertencido ao Duque de Saldanha e sido adquirida, em leilão, após a morte deste, por aquele antigo emigrante faialense no Brasil, ao tempo a residir em Lisboa. Para ser enviada ao Faial, dispunha o seu dador que fosse constituída uma sociedade fiel depositária. Disso se encarregou uma comissão instaladora promovida pelo padre Francisco Inácio de Cristo que criou o Grémio Literário.

Em 1879, o Grémio abriu aulas de instrução primária, secundária e de línguas e, no ano seguinte, escolas-oficinas de alfaiataria, carpintaria, ourivesaria, serralharia e tipografia, destinadas aos filhos dos associados.

As escolas funcionaram enquanto a Junta Geral as subsidiou, encerrando em Dezembro de 1881. A biblioteca desapareceu depois de uma desarrumação discutível, tendo em vista ampliar o espaço da sala de baile. A fazer história continuaram, por décadas, os seus saraus literários e musicais.

Sociedade ainda activa, a sua sede é lugar de convívio entre várias gerações, particularmente das mais idosas. Luís M. Arruda

Bibl. Lima, M. (1943), Anais do Município da Horta. Vila Nova de Famalicão, Oficinas Gráficas Minerva. Ribeiro, F. F. (2007), Em dias passados. Horta, Núcleo Cultural da Horta.