Sociedade Humanitária de Literatura e Agricultura

Fundada em 1 de Dezembro de 1879, presidida por João José da *Graça, tinha sede na rua D. Pedro IV, na cidade da Horta. Segundo (Lopes, 2008: 138), estava ligada à loja maçónica *Regeneração.

Como sociedade humanitária, começou por distribuir, aos domingos, uma refeição a vinte pobres, mas os encargos da iniciativa conduziram, rapidamente, ao seu termo.

Como sua actividade literária tem sido considerada uma aula de ensino primário, nocturna, que teve grande frequência, mas pouca duração (Lima, 1943), um gabinete de leitura e uma escola de música dirigida por José Cândido *Furtado (Lopes, 2008: 138). Ainda nesta área podem ser referidos os serões literário-musicais, com a colaboração de uma orquestra organizada por Cândido *Furtado, e de teatro, representado por um grupo de jovens amadores que integrava Helena Graça [ver Helena Graça *Rodrigues].

Como agrícola, a sociedade teve um campo experimental que, embora pequeno, realizou alguns ensaios agrícolas, modestos mas bem sucedidos, e estabeleceu uma comissão que realizou diversas palestras destinadas aos agricultores, extinta aquando da nomeação de um agrónomo para o distrito.

A crise vivida pelo Partido Regenerador na ilha do Faial na última década do século XIX, levou à suspensão da Loja pelo decreto n.º 55, de 28 de Novembro de 1893, e ao termo das instituições a ela ligadas, nomeadamente, esta Sociedade, aquela outra denominada Sociedade para a Regeneração da Infância, a Caixa de Crédito Distrital da Horta e os jornais A *Sentinela e A *Regeneração. Luís M. Arruda

Bibl. Lima, M. (1943), Anais do Município da Horta. Vila Nova de Famalicão, Oficinas Gráficas Minerva. Lopes, A. (2008), A maçonaria portuguesa e os Açores 1792-1935. Lisboa, Ensaius.