Silveira, Miguel António da
[N. Madalena, ilha do Pico, 10.9.1866 m. S. Sebastião, Ponta Delgada, 22.5.1928] Militar do Exército. Filho de José António da Silveira e de Constância Emília de Medeiros da Silveira, ambos da ilha do Pico, foi casado com Margarida Cordeiro da Silveira, natural de Ponta Delgada.
Em 1885, assentou praça, como voluntário, no Regimento de Caçadores n.º 10 e fez o curso da arma de Infantaria. Promovido a alferes em 1893, serviu na Guarda Municipal do Porto (1893) e no Regimento de Caçadores n.º 11 (1894). Tenente em 1898, no ano seguinte foi colocado no Regimento de Infantaria n.º 26, estacionado em S. Miguel, para onde voltaria em 1905. Promovido ao posto de capitão, em 1906, voltaria, mais tarde, ao Regimento de Infantaria n.º 26.
Esteve destacado no Comando Militar Ocidental dos Açores, sediado na Horta, em 1897, 1899 e, em 1908, era comandante militar da Horta, à frente de uma força destacada do Regimento de Infantaria 26. Foi nesta condição que, em 13 de Fevereiro de 1909, a pedido do então governador civil Visconde Leite Perry, assegurou a ordem pública fazendo gorar uma manifestação popular contra o isolamento a que a ilha estava sujeita. Este desempenho valeu-lhe uma proposta de reconhecimento público feita pelo governador civil ao Ministério do Reino, tendo sido agraciado com o título de cavaleiro da Ordem Militar de Nosso Senhor Jesus Cristo (1909).
Terminou a sua vida militar activa quando, em 1911, sofrendo de doença mental, foi internado num manicómio de onde foi entregue à mulher, em 1913.
Sobrinho de Miguel António da *Silveira (1852-1906) (segundo de nome), que na Horta era chefe do Partido Progressista, então no governo, foi deputado às Cortes por este partido, para a legislatura 1905-1906, eleito pelo círculo da Horta com 3810 votos. Nesta eleição, pelo mesmo partido, também concorria Raul Correia Bettencourt *Furtado que reuniu 3844 votos (Leite, 1995: 181-182; anexo: 85). Luís M. Arruda
Fonte: Arquivo Histórico Militar (Lisboa), cx. 1651.
Bibl. Leite, J. G. R. (1995), Política e Administração nos Açores de 1890 a 1910. O primeiro movimento autonomista. Ponta Delgada, Jornal de Cultura.
