Sieuve, Augusto César da Silva

[N. Angra, 30.4.1823 – m. ibidem, 30.4.1905] De uma família de militares e ricos proprietários de Angra, ele próprio um grande proprietário, matriculou-se no Colégio Militar em 1835, pertencendo ao primeiro grupo de alunos daquela instituição. Assentou praça a 9 de Novembro de 1841 e foi na arma de Infantaria sucessivamente promovido a alferes, em 1842; tenente, em 1843; capitão, graduado, em 1851 e efectivo, em 1859; major, em 1872, tenente-coronel, em 1875; coronel, em data incerta e reformado com a patente de general de brigada, em 1879.

Em Angra comandou Caçadores 10, da guarnição da fortaleza de São João Baptista, e em Ponta Delgada Caçadores 11, num período difícil de indisciplina, tendo sido nomeado comandante dessa força precisamente para a disciplinar.

Comandou a Guarda Municipal do Porto e foi governador da praça de Monsanto, cargo que ocupava quando passou à reforma.

Chegou, no fim da carreira a ser nomeado pela Ordem do Exército n.º 20, de 25 de Setembro de 1879, governador do Castelo de São João Baptista, em Angra. Mas não tomou posse.

Em 1899 foi o padrinho de baptismo do régulo Godide, quando este se converteu ao catolicismo, sendo prisioneiro no castelo de Angra. J. G. Reis Leite

Bibl. Costa, A. J. P. (coord.) (2005), Os generais do Exército Português. Lisboa, Biblioteca do Exército, II, 2: 135. Forjaz, J. e Mendes, A. (2007), Genealogias da ilha Terceira. Lisboa, Dislivro, VIII: 705.