saramago-da-rocha
Nome vulgar da espécie botânica Rapistrum rugosum ssp. rugosum da família Brassicaceae (Dicotiledónea) segundo Palhinha (1966). Schäfer (2002: 76) associa a esta espécie o nome vulgar rinchão que Palhinha (1966: 40) e Pereira (1953: 27) relacionam com Sisymbrium officinale.
Segundo Schäfer (2002: 76), atinge até 80 cm de altura; tem ramos erectos, ramificados; folhas inferiores penatipartidas dispostas em roseta, as superiores oblanceoladas, dentadas; pétalas amarelas, de unha curta, até 8 mm; sépalas erecto-patentes; fruto em silícula com 2 segmentos, o inferior cilíndrico, com até 3 sementes, o superior globoso, com 1 semente. Anual, bienal. Floresce de Março a Julho.
Nativa do sul da Europa (Schäfer, 2002: 76), ocorre em todas as ilhas excepto nas Flores (Silva et al., 2005), dispersa em lixeiras, nas bermas dos caminhos e como espécie daninha em terrenos cultivados entre 50 e 300 m de altitude (Schäfer, 2002: 76).
Silva et al. (2005) referem também a ocorrência no arquipélago da subespécie R. rugosum ssp. orientale, excepto nas ilhas do Corvo, Flores e Faial. Luís M. Arruda
Bibl. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Pereira, S. A. (1953), Principais plantas cultivadas e espontâneas nos Açores. Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, 18: 1-32. Silva, L., Pinto, N., Press, B., Rumsey, F., Carine, M., Henderson, S. e Sjögren, E. (2005), Lista das plantas vasculares (Pteridophyta e Spermatophyta). In Borges, P. A. V., Cunha, R., Gabriel, R., Martins, A. F., Silva, L. e Vieira, V. (eds.), A list of terrestrial fauna (Mollusca and Arthropoda) and flora (Bryophyta and Spermatophyta) from the Azores. Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, Direcção Regional do Ambiente e Universidade dos Açores: 131-155. Schäfer, H. (2002), Flora of the Azores, A field guide. Weikersheim, Margraf Verlag.
