saramago
Nome vulgar das espécies botânicas Raphanus raphanistrum ssp raphanistrum segundo Palhinha (1966), Pereira (1953: 28) e Sampaio (1904: 43) e R. raphanistrum ssp. microcarpus, segundo Saramago (com. pes.), ambas da família Brassicaceae (Dicotiledónea).
Segundo Franco (1971: 238-239), R. raphanistrum ssp raphanistrum é um terófito de 15 a 150 cm, escabroso-híspido; folhas inferiores com um segmento terminal grande, ovado ou arredondado, e 1-4 pares de segmentos laterais muito menores e afastados; sépalas com 5-10 mm; pétalas com 12-20 mm; bilomento com 30-90 x 3-4 mm, com 3-8 artículos separados por constrições irregulares e pouco apertadas, acentuadamente costadas mas de costas continuando-se nas constrições; rostro com 10-30 mm.
Planta comum, ruderal e dos terrenos cultivados e incultos, segundo Schäfer (2002: 76) ocorre em todas as ilhas, mas Silva et al. (2005) não regista a sua ocorrência em S. Jorge.
R. raphanistrum ssp. microcarpus, segundo Franco (1971: 239), é planta idêntica à anterior mas mais débil e de menor bilomento com 25-35 x 1,5-2 mm, com constrições muito mais apertadas e alongadas, mas de costas atenuando-se nas constrições; rostro com 5-10 mm.
Planta muito vulgar (Franco, 1971), ocorre em todas as ilhas, excepto Flores, Pico e Santa Maria (Silva et al., 2005).
Silva et al. (2005) referem também a ocorrência da subespécie R. raphanistrum ssp. landra, nas ilhas das Flores, Faial e Terceira.
Segundo Barcelos (2001: 88), pronunciado seramago na ilha das Flores, antigamente, esta espécie de nabo silvestre era muito utilizada para fazer sopa. As suas folhas amargas necessitam de ser escaldadas com água a ferver antes de serem cozinhadas. Luís M. Arruda
Bibl. Barcelos, J. (2001), Falas da ilha das Flores, Vocabulário regional. S.l., Ed. do autor. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal. Lisboa, Sociedade Astória. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Pereira, S. A. (1953), Principais plantas cultivadas e espontâneas nos Açores. Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, 18: 1-32. Silva, L., Pinto, N., Press, B., Rumsey, F., Carine, M., Henderson, S. e Sjögren, E. (2005), Lista das plantas vasculares (Pteridophyta e Spermatophyta). In Borges, P. A. V., Cunha, R., Gabriel, R., Martins, A. F., Silva, L. e Vieira, V. (eds.), A list of terrestrial fauna (Mollusca and Arthropoda) and flora (Bryophyta and Spermatophyta) from the Azores. Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, Direcção Regional do Ambiente e Universidade dos Açores: 131-155. Sampaio, A. S. (1904), Memória Sobre a Ilha Terceira. Angra do Heroísmo, Imprensa Municipal. Schäfer, H. (2002), Flora of the
