Santos, Alfredo Augusto de Meneses e (pe.)

[N. Madalena, ilha do Pico, 16.2.1861 – m. Santa Cruz das Flores, 3.5.1942] Padre. Ordenado em 16 de Agosto de 1885, foi colocado sucessivamente nas paróquias de S. Sebastião, em Angra do Heroísmo, e da Candelária, ilha do Pico, até ser provido cura da Matriz de Santa Cruz das Flores, em 26 de Fevereiro de 1890. Após alguns meses na situação de manente, foi colocado como cura na Fajã Grande, ilha das Flores, em 26 de Fevereiro de 1892, ano em que foi também reitor interino na freguesia da Caveira desta ilha (cf. Gomes, 1997: 128).

Depois de passar pela ilha de S. Jorge, partiu para a Califórnia, em 1893, onde foi assistente nas igrejas portuguesas de S. José, em Oakland (1893-1895) e de S. Leandro, na cidade do mesmo nome (1895-1899), ambas da arquidiocese de São Francisco (Carlos, 2000: 31).

Sem ónus sacerdotal, regressou à ilha das Flores, em 1899, fixando residência na vila de Santa Cruz, onde abriu banca de solicitador judicial. Em 1906, foi colocado como reitor no lugar da Ponta da Fajã. A partir de 1915 foi capelão da Santa Casa da Misericórdia de Santa Cruz (Gomes, 1997: 128).

Foi o organizador da primeira festa da Fonte Frade, a 14 de Setembro de 1933, que reuniu cerca de 5000 florentinos e que é tida como a maior romaria de sempre realizada na ilha das Flores (Trigueiro, 2004: 149-150). Luís M. Arruda

Bibl. Carlos, J. (2000), Daqui houve missionários até aos confins do mundo. Braga, Ed. do autor. Gomes, F. A. N. P. (1997), A ilha das Flores / Da redescoberta à actualidade (Subsídios para a sua História). Lajes das Flores, Câmara Municipal das Lajes das Flores. Trigueiro, J. A. A. (2004), Florentinos que se distinguiram – (Contributo histórico). Lajes das Flores, Câmara Municipal das Lajes das Flores.