sanguinho
Nome vulgar da espécie botânica Frangula azorica da família das Rhamnaceae (Dicotiledónea) (Palhinha, 1966; Schäfer, 2002). Costa (1948: 95) relaciona este nome vulgar com a espécie botânica Rhamnus alaternus, da mesma família.
Segundo Schäfer (2002: 118) e Sjögren (2001: 120), é um arbusto ou pequena árvore até 6 metros de altura, com córtex liso, castanho; folhas simples, inteiras, elípticas, acuminadas, com nervuras laterais nítidas, até 15 x 8 cm, escassamente pubescentes entre elas; flores axilares, solitárias, vermelho-acastanhadas; fruto em baga, carnuda, preta, brilhante, com 2 a 3 sementes, com até 1 cm de diâmetro. Perene. Floresce de Abril a Junho.
Endémica dos Açores e da Madeira, foi descrita para os Açores por Seubert e Hochstetter (1843) como Rhamnus latifolia, mas considerada como uma espécie nova por Tutin e Warburg (1932). Ocorre em todas as ilhas açorianas excepto na Graciosa (Silva et al., 2005). Dispersa a rara, em ravinas e nas florestas de louro e cedro, cresce dos 100 aos 1000 m de altitude, geralmente entre 500 e 700 m, mas a altitudes excepcionalmente baixas nas Flores e no Corvo (Schäfer, 2002; Sjögren, 2001). Aparece naquele tipo de floresta mesmo quando esta está fortemente sujeita à acção humana. Parece possuir forte capacidade de propagação, já que povoamentos densos, de indivíduos jovens, ocorrem, frequentemente, em pequenas clareiras da floresta nativa de altitude (Sjögren, 2001).
É espécie protegida por lei. Luís M. Arruda
Bibl. Costa, C. (1948), Terminologia agrícola micaelense. Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, 8: 95-102. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Schäfer, H. (2002), Flora of the
