salgueiro 1
Nome vulgar da espécie botânica Tamarix africana, da família Tamaricaceae (Dicotiledónea), segundo Direcção Regional do Ambiente (s.d.) e Palhinha (1966: 76), como T. gallica, também conhecida por tamargueira, segundo Direcção Regional do Ambiente (s.d.) e Schäfer (2002: 124). Tamarix é o antigo nome latino, provavelmente derivado do rio Tamaris; africana, do latim africanus-a-um, significa procedente de África.
Segundo Direcção Regional do Ambiente (s.d.) e Schäfer (2002), é um arbusto ou pequena árvore, geralmente até 4 m de altura; cortex cinzento-avermelhado escuro e copa densa; ramos largos e flexíveis; folhas simples, escamiformes, agudas, até 4 mm, verde-escuro, com glândulas secretoras de sal; flores formando um amentilho com até 60 x 8 mm; cálice com 5 sépalas, espatudo-ovadas, obtusiúsculas, inteiras, com 1,5 mm; corola com 5 pétalas, espatolado-ovadas, brancas ou rosado-pálido, com 2-3 mm, mais ou menos persistentes; fruto em cápsula, acuminado, piramidal, com até 4 mm. Perene. Floresce de Maio a Setembro.
É uma espécie autóctone que se estende pela parte ocidental da Europa, noroeste de África e ilhas Canárias. Aparece dispersa por grande parte da Península Ibérica e pelas Baleares. Desenvolvendo-se bem nos solos húmidos e algo salinos (v. g. areia e lagunas costeiras), tolerando a exposição marítima, ocorre em todas as ilhas dos Açores onde é comum nas arribas do litoral e nas areias das praias abaixo dos 100 m de altitude. Luís M. Arruda
2 Nome vulgar da espécie botânica Salix fragilis, da família Salicaceae (Dicotiledónea), segundo Palhinha (1966: 17) e Sampaio (1904: 75), também conhecida por vimeiro-francês, segundo Palhinha (1966: 17), que também aparece grafado como vimieiro. Pereira (1953: 28) associa este nome vulgar às espécies S. alba e S. nigra. A fecundação das espécies do género Salix, normalmente feita pelo vento e pelos insectos, origina o aparecimento de híbridos de determinação difícil.
Segundo Goes (1991: 214), os salgueiros do género Salix são arbustos ou árvores com raminhos flexíveis; folhas caducas com pecíolo curto, lanceoladas a elípticas, normalmente alternas, de margens inteiras ou serradas; floração dióica com flores masculinas e femininas nuas, agrupadas em amentilhos ascendentes; fruto em cápsula, pequena, com 2 valvas e sementes envolvidas por uma espécie de cotão que permite o seu transporte pelo vento.
S. fragilis é uma árvore que pode atingir 20 m de altura, cultivada e, por vezes, subespontânea. Alguma literatura relacionada com o fabrico de artigos em verga nos Açores refere a utilização desta espécie (ver cestos).
O nome vimeiro-francês, associado por Costa (1948: 101) e Palhinha (1966) a S. fragilis, está relacionado com S. viminalis, também conhecido por *vimeiro, segundo Sampaio (1904: 75) e Costa (1948) e por vimeiro-do-norte, vimeiro-branco e vimeiro-fêmea, em Portugal. Todavia, a presença de S. viminalis nos Açores necessita de confirmação. Luís M. Arruda
Bibl. Costa, C. (1948), Terminologia agrícola micaelense. Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, 8: 95-102. Direcção Regional do Ambiente (s.d.), Fichas de plantas vasculares dos Açores. [Horta], Direcção Regional do Ambiente. Goes, E. (1991), A floresta portuguesa. S.l., Portucel. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Pereira, S. A. (1953), Principais plantas cultivadas e espontâneas nos Açores. Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, 18: 1-32. Sampaio, A. S. (1904), Memória Sobre a Ilha Terceira. Angra do Heroísmo, Imprensa Municipal. Schäfer, H. (2002), Flora of the
