Sabrina (ilha)
A ilha Sabrina formou-se na sequência de uma erupção submarina (surtsiana) ao largo da costa ocidental de S. Miguel no ano de 1811. Desde Junho do ano anterior, durante sete meses e meio, foi sentida sismicidade intensa que provocou estragos na região litoral oeste da ilha de S. Miguel e na Caldeira das Sete Cidades.
A erupção teve início na noite de 31 de Janeiro para 1 de Fevereiro defronte da Ponta da Ferraria, a uma distância desconhecida. O evento começou com jactos de cinzas e escórias e colunas de vapor de água. No dia 8 de Fevereiro cessaram as manifestações superficiais. A 14 de Junho a erupção voltou a manifestar-se a alguma distância (2,5 a 5 km) do local inicial com maior intensidade. Em oito dias o edifício vulcânico, resultante da acumulação dos produtos piroclásticos, emergiu formando uma ilha com 500 m de diâmetro e 75 m de altura. A actividade cessou a 22 de Junho.
A 4 de Julho, o comandante da fragata Sabrina, fundeada na zona, desembarcou no ilhéu, reclamando-o para a coroa britânica e baptizando-a com o nome do navio. A erosão marinha acabou com a pretensão do comandante Tillard ao arrasar a ilha efémera pouco tempo depois.
O Archivo dos Açores reproduz uma gravura da erupção feita segundo desenho do comandante da Sabrina. (sobre este e outros eventos vulcânicos veja-se o artigo erupções históricas nos Açores). José Madeira
