SAAGA
A 13 de Maio de 1968 foi criada a Sociedade Açoriana de Armazenagem de Gás (SAAGA), tendo como principal accionista a Petrogal (44%), seguindo-se a SHELL (24,5%), a Eival (5%) e um conjunto de pequenos accionistas, onde se incluíam açorianos, com o restante capital. O principal objectivo era a construção e exploração de estações de enchimento e respectivos parques de armazenagem de gases de petróleo liquefeitos (GPL) e de outros combustíveis no arquipélago dos Açores. Até à entrada em funcionamento da SAAGA, os gases de petróleo liquefeitos chegavam à região em garrafas idas do continente. As dificuldades do transporte marítimo obrigavam as empresas distribuidoras a manter nas ilhas grande quantidade de garrafas de gás, o que se tornava dispendioso do ponto de vista comercial. Deste modo, nos anos 60, as empresas que distribuíam gás nos Açores CIDLA, SHELL, MOBIL, EIVAL e os agentes locais deram os primeiros passos para que se construíssem instalações de armazenagem e estações de enchimento. Neste processo, destacou-se o engenheiro Pedro Cymbron, sócio gerente da SACOR/CIDLA, ligado à firma A. C. *Cymbron, Ldª. A este juntaram-se as firmas Frederico A. Vasconcelos, Herdeiros L.da, de Angra do Heroísmo, e Costa Martins, L.dª, da Horta. O período de 1968-1970 correspondeu à fase de criação de infra-estruturas, começando a funcionar o parque da Nordela (São Miguel) em 1971. Só em 1975, abriram os outros dois, em Angra do Heroísmo e na Horta, passando a empresa a uma fase de consolidação a partir de 1980. Uns anos depois, 1997, a GALP ENERGIA decidiu criar uma empresa inteiramente regional, com a designação de GALP AÇORES, continuando a ser detentora da maioria do capital da SAAGA. Carlos Enes
Bibl. Petrogal (1981), ano II, n.º 8, Julho/Setembro.
