Ruxleben, Diogo Tomás
[N. Viana do Minho, 1789 m. Lisboa, 26.6.1834] Era filho do tenente-coronel João José Martins de Ruxleben seguindo tal como o pai a carreira das armas. Assentou praça no Regimento de Infantaria 9, a 27 de Janeiro de 1800, sendo de menor idade, e foi promovido sucessivamente a cadete, em 1802; 2.º tenente agregado, em 1806; 1.º tenente agregado, em 1809 e efectivo, em 1810; capitão, em 1812; major em 182?; tenente-coronel, em 1832. Era habilitado com o curso de Matemática e língua francesa.
Participou na guerra contra os franceses, entre 1809 e 1812, distinguindo-se em 1809 na defesa de Braga. Serviu como ajudante do general governador das armas do Minho, marechal de campo Wilson, em 1815. Em 1817 embarcou para o Brasil acompanhando a Pernambuco o seu cunhado, o marechal de campo Luiz do Rego Barreto, nomeado capitão-general dessa capitania.
Por resolução do Conselho de Guerra de 31 de Maio de 1822, já major, foi nomeado governador militar da comarca da Horta, graduado em tenente-coronel. Silveira Macedo faz dele um retrato muito elogioso pela sua conduta durante o vintismo no Faial. Quando se deu em Angra a revolta de Caçadores 5, em 22 de Junho de 1828, que repôs a Carta Constitucional, os miguelistas expulsos da Terceira ocuparam o Faial e Ruxleben tomou a decisão de abandonar a ilha e seguir para o exílio na Inglaterra. Foi-lhe sempre muito contestada esta decisão em vez de ter rumado à Terceira para se juntar aos militares liberais revoltosos. Esteve em Plymounth de Setembro de 1828 a Junho de 1829, desembarcando em Angra a 10 de Julho desse ano. Integrado no Exército Libertador desembarcou no Mindelo em Julho de 1832 e foi nomeado Director da Intendência Geral dos Víveres e Transportes do Exército Libertador, no Porto, mas logo de seguida adoeceu gravemente com uma paralisia que o obrigou a pedir a demissão e regressar aos Açores, em 1833, para tratamento de águas sulfúreas em S. Miguel, mas sem resultado. Depois da conquista de Lisboa fixou residência na capital onde faleceu. Era então tenente-coronel do Estado Maior. José Guilherme Reis Leite
Fonte. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), cx. 54, 219, 293, 365, 403, 446, 538, 582, 609, 673.
Bibl. Macedo, A. L. S. (1981), História das quatro ilhas que formam o distrito da Horta. 2.ª ed., Angra do Heroísmo, Secretaria Regional da Educação e Cultura, II: 20-22.
