Rodovalho, Vitorino José da Silva

[N. Conceição, Angra, 28.5.1801 – m. Lisboa, 4.2.1879] Desde os 20 anos foi mestre dos iates e chalupas que navegavam entre ilhas e que se alongavam a Corunha e ao Havre. Estava na Terceira quando se deu a revolta de Caçadores 5, a 22 de Junho de 1828, aderindo ele a esta revolta e passando a apoiar os liberais. Assentou praça como piloto a 20 de Janeiro de 1831 e passou a pilotar o emblemático brigue Liberal, comprado à custa dos soldos, para embarcar o exército que foi à conquista das ilhas. Foi sucessivamente promovido a 2.º tenente, em 1832; 1.º tenente, em 1833; capitão-tenente, em 1844; capitão de fragata, em 1854; capitão-de-mar-e-guerra, em 1862; sendo reformado em 1867 no posto de contra-almirante.

Durante a guerra civil serviu na corveta Vila da Praia, no transporte do Exército Libertador e na escuna Boa Esperança nas ligações entre o Porto e os Açores. Em 1834 comandou a escuna Desengano, nas águas açorianas. Serviu nas costas angolanas (1843-1845). Foi nomeado capitão do porto da Horta por portaria de 14 de Setembro de 1852 a 2 de Janeiro de 1858 e em 1859 voltou aos Açores como intendente da Marinha nos Açores, chefe do Departamento Marítimo do arquipélago (20 de Dezembro de 1859 a 16 de Maio de 1866).

Era Cavaleiro de S. Bento de Avis (1852) e recebeu a medalha de D. Pedro e de D. Maria, com o algarismo 7 (1863). J. G. Reis Leite

Fontes. Arquivo Geral da Marinha (Lisboa), Livros Mestres 380, fl. 118; livro 381, fl. 26; livro 382, fl. 30.

 

Bibl. Amaral, F. R. C. R; Mendes, A.; Forjaz, J. (1979), A marinha portuguesa na luta contra a escravatura: o almirante João Máximo da Silva Rodovalho e a sua família. Atlântida, Angra do Heroísmo, XXIII, 4: 9-57.