Ribeiro, Vitorino José

[N. Prainha do Norte, ilha do Pico, 25.3.1780 – m. Horta, 18.12.1868] Estudou no convento franciscano do Cais do Pico e nele professou em 1799. Veio então estudar para Angra e daqui seguiu para a Horta onde em 1802 era vigário do coro do convento de S. Francisco.

Adepto do liberalismo aderiu ao vintismo e foi o pregador na Matriz da Horta na festa de acção de graças pelo fim da capitania-geral, em 1826. Em 1829, devido às suas ideias liberais foi preso, pronunciado pelo juiz de fora, Manuel António Garcia da *Mata, julgado e condenado em S. Miguel e enviado preso para a Trafaria onde permaneceu até à libertação pelo exército de D. Pedro, em 1833. Regressou à Horta e foi nomeado mestre da capela matriz e condecorado com o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo. Era músico, pregador régio e escritor.

A sua obra principal, que saiu anónima, é uma breve história das ilhas que compõe o Distrito da Horta, a qual até à publicação da obra de Silveira Macedo, serviu de fonte primordial de informação local. É um trabalho interessante e muito marcado pelo ardor político. J. G. Reis Leite

Obras. (1822), Discurso feito e receitado no dia três de Fevereiro na Matriz da villa da Horta, da ilha do Faial na acção de graças pela notícia da sua independênciado governo de Angra. S.l., s.n.. (1862), Breves linhas históricas sobre as quatro ilhas da que compõe o distrito da Horta. Horta, s. ed..

 

Bibl. Pereira, J. A. (1939), Padres Açorianos. Bispos. Publicistas. Religiosos. Angra do Heroísmo, União Gráfica Angrense: 37. Macedo, A. S. (1981), História das quatro ilhas que formam o distrito da Horta. 2.ª ed., Angra do Heroísmo, Secretaria Regional da Educação e Cultura, II. 330.