Ribeiro, José Gomes
[N. Montalvão, Portalegre, 1805 m. Horta, 5.10.1860] Assentou praça como voluntário no Regimento de Infantaria 7, a 6 de Outubro de 1822 e foi sucessivamente promovido a cadete, 1823; alferes, em 1827; tenente, em 1832; capitão, em 1834; major graduado, em 1851; tenente-coronel, em 1856; sendo reformado no posto de coronel em 1857.
Jovem alferes, em 1828, emigrou para não servir a usurpação passando por Plymouth e daí a Angra onde não pode desembarcar devido ao bloqueio. Esteve, então em França, alcançando finalmente a Terceira onde desembarcou em 19 de Janeiro de 1830. Serviu em Caçadores 12, da ilha do Faial. Integrado no Exército Libertador desembarcou no Mindelo e foi ferido gravemente na Serra do Pilar, em 1833, sendo por isso mandado para a Horta em convalescença, onde acabou por passar a maior parte da sua vida.
Pediu em Novembro de 1833 para ser nomeado comandante de artilharia das fortalezas do Faial o que não foi deferido, por não ter as habilitações necessárias, por não poder provar a sua frequência durante três anos na Academia da Marinha com aprovação e três anos de Fortificações. Foi, contudo, no cerco do Porto passado a oficial de artilharia devido à falta que havia de oficiais dessa arma.
Em 1840 comandou o Castelo de Santa Cruz na Horta e comandou também a subdivisão militar do Faial interinamente, em 1843, quando saiu do comando o coronel Benevenuto Casimiro. Silveira Macedo regista a sua morte lembrando-o como um dos bravos do Mindelo e governador militar interino do Pico e do Faial. José Guilherme Reis Leite
Fonte. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), cx. 763.
Bibl. Macedo, A. L. S. (1981), História das quatro ilhas que formam o distrito da Horta. 2.ª ed., Angra do Heroísmo, Secretaria Regional da Educação e Cultura, II: 278.
