Ribeirinha (freguesia)

1 Geografia Freguesia do concelho de Angra do Heroísmo, situada na costa sul da ilha Terceira. É limitada a norte pela freguesia do Porto Judeu, a este pela freguesia da Feteira, a oeste pela freguesia de São Bento e a sul pelo Oceano Atlântico. Apresenta uma forma quadrangular, com cerca de 7,5 Km2, o que corresponde a 3,1 % da superfície concelhia, distando da sua sede 4,4 Km, aproximadamente.

A freguesia tem uma topografia marcada pela Serra da Ribeirinha (Figura 1). A nordeste desta estrutura observa-se uma área plana enquanto que a sudeste os declives são mais acentuados e perpendiculares à linha de costa. O território está inserido em terrenos resultantes do Vulcão dos Cinco Picos (norte) e da Zona Basáltica Fissural (sul). A altitude máxima (410 m) é registada no Vértice Geodésico da Ribeirinha. A linha de costa, com cerca de 4,0 Km, apresenta-se alta e pouco recortada, onde pontuam alguns ilhéus. A Ponta Ruiva separa duas enseadas bastante abertas. A rede hidrográfica é formada por linhas de água de hierarquia incipiente e regime temporário, sendo as mais importantes a Ribeirinha (que dá o nome à freguesia) e a Ribeira do Mestre João. Em termos paisagísticos, destacam-se os pontos de vista do Miradouro da Serra da Ribeirinha.

Quanto à ocupação humana, o povoamento é do tipo linear, embora se apresente concentrado no núcleo central da freguesia, em Santo Amaro e na Ladeira Grande, onde ocorre o cruzamento de vias de comunicação. A agro-pecuária, o pequeno comércio, os serviços e a construção civil são as principais actividades económicas locais. É a freguesia mais populosa do concelho, com excepção das que integram a cidade de Angra do Heroísmo. A curva da evolução populacional desde 1900 é apenas positiva a partir de 1920, atingindo o seu máximo em 1960, com 3230 habitantes. Posteriormente a essa data, regista-se novamente um decréscimo dos efectivos até 1991, que se atenua ligeiramente em 2001 (Figura 2). No XIV Recenseamento Geral da População de 2001 (INE, 2002) foram apurados 2733 habitantes, o que corresponde a uma densidade populacional de 364,4 hab/Km2. João Mora Porteiro

 

2 Geografia Freguesia do concelho da Horta, situada na costa este da ilha do Faial. É limitada a sul pela freguesia de Pedro Miguel, a oeste pela freguesia do Salão e a norte e este pelo Oceano Atlântico. Apresenta uma forma quase rectangular, com cerca de 12,3 Km2, o que corresponde a 7,1 % da superfície concelhia, distando da sua sede 9 Km, aproximadamente.

A freguesia tem uma topografia marcada pela estrutura em graben limitada pela Lomba Grande e pela Lomba da Ribeirinha, a sul e a norte, respectivamente (Figura 1). Esta última forma uma imponente escarpa de falha, instável e sujeita a frequentes deslizamentos de massa. Por detrás da Lomba da Ribeirinha desenvolve-se um pequeno planalto lávico, com altitude moderada e muito exposto aos ventos do quadrante norte, designado «Trás-da-Serra». A cota máxima (544 m) da freguesia é registada no Marco Geodésico do Galego. Todo o território pertence ao Complexo Vulcânico da Ribeirinha. A orla costeira, com cerca de 8,7 Km, é alta e ligeiramente recortada formando enseadas abertas e desabrigadas. O acesso ao mar é apenas facilitado no porto da Boca da Ribeira. A rede hidrográfica é pouco hierarquizada, sendo dominada pela linha de água que dá o nome à freguesia. Os miradouros de Cima da Lomba, do Cabouco Velho, de Trás-da-Serra e ainda a vista do Farol da Ribeirinha, actualmente em ruínas, proporcionam vistas excepcionais sobre o canal Faial-Pico.

Em termos de ocupação humana, o padrão de povoamento é do tipo linear, desenvolvendo-se o edificado no seguimento das estradas. Os principais núcleos populacionais são os lugares dos Espalhafatos e da Ribeirinha, sendo este o aglomerado mais importante. O sismo de 9 de Julho de 1998 arrasou a freguesia tendo destruído cerca de 90 % do parque habitacional. O sector primário é a base económica da população. Em termos de evolução demográfica, desde o início do século XX, observa-se que a freguesia é pouco populosa. Sofreu um ligeiro decréscimo no período 1911-1930, logo recuperado a partir daí e culminando na década de 50. No entanto, após essa data, verifica-se que há uma diminuição persistente do número de residentes, que se mantém até hoje (Figura 2). O valor apurado no XIV Recenseamento Geral da População de 2001 (INE, 2002) foi de 430 habitantes, valor equivalente a uma densidade populacional de 35,8 hab/Km2. João Mora Porteiro

 

3 Geografia Freguesia do concelho das Lajes do Pico, situada na costa nordeste da ilha do Pico. Foi criada a 15 de Setembro de 1980 a partir de território anteriormente pertencente à freguesia da Piedade. É limitada a sul pela freguesia da Calheta do Nesquim, a oriente pela freguesia da Piedade, a ocidente pela freguesia de Santo Amaro e a norte pelo Oceano Atlântico. Apresenta uma forma triangular, com 8,5 Km2, o que corresponde a 5,5 % da superfície concelhia, distando da sua sede 22,6 Km, aproximadamente.

A freguesia tem uma topografia irregular, com declives moderados a acentuados orientados no sentido norte-sul (Figura 1), correspondendo a parte nordeste ao extremo do Planalto da Achada, unidade geomorfológica que se prolonga da Montanha do Pico até à Ponta da Ilha. Todo o território pertence ao Complexo Vulcânico de São Roque-Piedade. A altitude máxima da freguesia (514 m) é registada num ponto cotado situado próximo do sítio da Cruz. Todavia, são as particularidades da linha de costa, com cerca de 5,7 Km, que distinguem esta freguesia. No troço oeste dominam as imponentes arribas, altas e escarpadas e destituídas de acessos. À medida que se caminha para este, tornam-se progressivamente mais baixas e suaves. O traçado é quase rectilíneo, apenas interrompido no Porto da Baixa e na Ponta Gorda, junto ao lugar da Baixa. A hidrografia é incipiente, com cursos de água de regime torrencial e de pequena dimensão que correm em vales abertos e mal definidos. Pela origem da sua toponímia, salienta-se a Ribeira do Fundo que atravessa o centro histórico da freguesia. No plano paisagístico destaca-se o Miradouro da Terra Alta, local que oferece um panorama deslumbrante sobre a arriba costeira e sobre o canal de São Jorge.

Em termos de ocupação humana, o padrão de povoamento é do tipo linear, prolongando-se o edificado pela estrada secundária que dá acesso ao centro da freguesia. A concentração de habitações ocorre, sobretudo, nas imediações do cruzamento que liga ao lugar da Baixa, zona de vinhedos e adegas, se bem que muitas perderam entretanto a sua vocação original e foram transformadas em residências de veraneio. A agricultura, pecuária, pesca, construção civil e o comércio constituem a base económica da freguesia. À data da sua elevação a freguesia, residiam na Ribeirinha 532 habitantes, valor que decresceu até 2001 (Figura 2). No XIV Recenseamento Geral da População (INE, 2002) foram registados 411 habitantes, o que corresponde a uma densidade populacional de 48,4 hab/Km2. João Mora Porteiro

 

4 Geografia Freguesia do concelho da Ribeira Grande, situada na costa norte da ilha de São Miguel. É limitada a sul e a oeste pela freguesia da Matriz, a sul e a este pela freguesia do Porto Formoso e a norte pelo Oceano Atlântico. Apresenta uma configuração rectangular, com cerca de 18 Km2, o que corresponde a 10 % da superfície concelhia, distando da sua sede 2 km, aproximadamente.

A freguesia tem uma topografia diferenciada, com duas unidades geomorfológicas distintas. A parte noroeste, junto ao litoral, é dominada por uma superfície aplanada onde pontuam alguns cones vulcânicos bem definidos, enquanto que a sudoeste, mais acidentada, revela a influência orográfica do Complexo Vulcânico do Fogo, ao qual pertence todo o território da freguesia (Figura 1). A altitude máxima (853 m) é registada no Vértice Geodésico da Vereda do Mulato, no extremo nordeste da freguesia. A rede hidrográfica é composta por linhas de água de regime temporário, relacionando-se a sua toponímia com um pequena ribeira que atravessa o núcleo urbano da freguesia. A linha de costa, com cerca de 11 km, apresenta-se bastante recortada e com troços íngremes, que dificultam o acesso ao mar. As Pontas do Calhau do Cabo e do Cintrão alternam com enseadas abrigadas, como a Baía de Santa Iria.

Relativamente à conservação da natureza, a freguesia é abrangida pela Reserva Natural da Lagoa do Fogo. Em termos paisagísticos, destacam-se os Miradouros da Coroa da Mata e da Vigia da Baleia, a vista panorâmica do Farol da Ribeirinha e o Percurso Pedestre da Ribeirinha, junto ao mar na zona da Chã das Gatas.

Quanto à ocupação humana, refira-se que o povoado data dos finais do século XV, mas somente em 1948 foi elevado à categoria de freguesia, por desanexação da freguesia de Nossa Senhora da Estrela. Actualmente faz parte da cidade da Ribeira Grande, existindo dois núcleos populacionais distintos: Ribeirinha, o aglomerado principal, e Gramas, o de menor importância e mais interior. A agro-pecuária, a indústria e o comércio são as principais actividades económicas locais. Ao nível demográfico, em 1960 foi registado o número mais elevado de habitantes, 3.133 efectivos, data a partir da qual é patente um decréscimo populacional, estabilizando nos 2.000 habitantes desde os anos 80 (Figura 2). No XIV Recenseamento Geral da População de 2001 (INE, 2002) foram contabilizados 2.124 habitantes, o que corresponde a uma densidade populacional de 118,1 hab/Km2. João Mora Porteiro

Bibl. Instituto Nacional de Estatística (2002), XIV Recenseamento Geral da População. Lisboa, Instituto Nacional de Estatística.