Regeneração

Loja maçónica que funcionou na cidade da Horta. Segundo Lopes (2008), foi constituída, provavelmente, por divisão da Loja Luz e Caridade [ver Luz e Caridade, loja maçónica] já que estas lojas reflectiam as actividades dos Partidos Regenerador e Progressista, respectivamente. Com o número 130, trabalhou no Rito Escocês Antigo e Aceito, foi admitida à instalação e regularizada pelo decreto n.º 24, de 16 de Dezembro de 1879, data que coincide com a sua instalação efectiva, e teve carta patente de 3 de Janeiro de 1880.

Actuava na vida pública através da *Sociedade Humanitária de Literatura e Agricultura, da *Sociedade para a Regeneração da Infância, da Caixa de Crédito Distrital da Horta e dos jornais A *Sentinela e A *Regeneração.

A crise vivida pelo Partido Regenerador na ilha do Faial na última década do século XIX, levou à suspensão da loja pelo decreto n.º 55, de 28 de Novembro de 1893, e ao termo das instituições a ela ligadas.

O seu Quadro de Obreiros integrou, entre outros, os nomes de João José da *Graça (Tibério Graco), grau 33, que após ter sido venerável da Loja Luz e Caridade, em 1878, viria a instalar esta loja, da qual também foi venerável; António Emílio Severino de *Avelar, oriundo da Loja 1º de Janeiro, na ilha de S. Miguel; José Cândido de Bettencourt *Furtado que possuía o grau de Cavaleiro Rosa Cruz; e Domingos Mendes de *Faria (Beranger) (cf. Lopes, 2008). Luís M. Arruda

Bibl. Lopes, A. (2008), A maçonaria portuguesa e os Açores 1792-1935. Lisboa, Ensaius.