Quintino, José Maria Álvares (visconde do Monte Brasil)
[N. Lagos, 14.10.1821 m. Lisboa, 18.10.1895] Filho de José Quintino Dias, barão do Monte Brasil, acompanhou em criança o pai na sua estada na ilha Terceira, onde em 22 de Junho de 1829 restabeleceu a legalidade da Carta Constitucional e posteriormente no exílio em França.
Assentou praça e prestou juramento no B. Caçadores 5, na ilha Terceira, a 15 de Novembro de 1830, com dispensa de menoridade concedida pelo capitão-general Vila Flor. Com o regresso do pai ao reino e quando atingiu a maioridade alistou-se no B. I. 25, a 1 de Agosto de 1838, passando por cabo de esquadra, 2.º sargento e sargento, sendo promovido a alferes ajudante para o antigo R. I. 25, em 24 de Dezembro de 1841 (em 1845 o R. I. 25 passou a designar-se B. I. 15, sediado em Lagos).
Foi sucessivamente promovido a tenente, em 1847; capitão, em 1851; major, em 1871; tenente-coronel, em 1874; coronel, em 1879; general de brigada, em 1886; general de divisão, em 1894, sendo reformado em seguida.
Como capitão foi ajudante de ordens do governador da praça de Abrantes (1834) e da de Peniche (1857). Serviu em vários batalhões de Caçadores, passando em 1865 a ajudante de campo do comandante da 7.ª Divisão e em 1886 governou interinamente a praça de Sagres, para em 1867 servir no R. I. 15 em Lagos.
Quando a 16 de Agosto de 1879 foi promovido a coronel foi também nomeado governador do Castelo de S. João Baptista, em Angra do Heroísmo, iniciando então um longo processo delatório para não ir ocupar este lugar, metendo férias e invocando doença. Efectivamente acabou por não tomar posse e foi transferido a 25 de Outubro desse ano para o R. I. 12, em Viseu, não chegando assim a voltar à Terceira, que abandonara na adolescência. Comandou o R. I. 17, em 1881, em Évora e como general de brigada governou a praça de S. Julião da Barra, em 1887, a 2.ª Divisão, em Viseu, em 1890, e a 4.ª Divisão, em Évora, de 1891 a 1893.
Recebeu o grau de Cavaleiro de S. Bento de Avis, e em 1893 a Grã-Cruz. Possuía a medalha das Campanhas de Liberdade, n.º 5, e as medalhas militar de ouro de Bons Serviços e Comportamento Exemplar, de prata.
Por despacho de 24 de Setembro de 1892 foi agraciado pelo rei D. Carlos com o título de visconde de Monte Brasil. José Guilherme Reis Leite
Fonte. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), cx. 137, 1013, 1743, 1737 e 1991.
Bibl. Costa, A. J. P. (coord.) (2005), Os generais do Exército Português. Lisboa, Biblioteca do Exército, vol. II, tomo II: 201-202.
