quartzo
Mineral constituído por dióxido de silício ou sílica (SiO2). Cristaliza no sistema hexagonal formando cristais com forma de prisma hexagonal, frequentemente terminando em pirâmide, ou depositando-se como massas cristalinas ou criptocristalinas. Os cristais podem ser microscópicos ou apresentar dimensões gigantescas, conhecendo-se exemplares com várias toneladas de peso. Tem densidade 2,65 e é o sétimo termo da escala de dureza de Mohs. Não apresenta clivagem, tem fractura conchoidal e brilho vítreo ou gorduroso. Quando puro é incolor (cristal de rocha), mas a presença de impurezas pode levar a uma diversidade enorme de cores e de designações: negro (quartzo fumado), branco (quartzo leitoso), cor de rosa (quartzo róseo), amarelo (citrino), violeta (ametista), etc..
A diferentes condições de pressão e temperatura a sílica origina outros minerais, polimorfos com o quartzo, como a cristobalite e a tridimite (minerais de alta temperatura) e a coesite e stishovite (minerais de alta pressão). Existem numerosas variedades amorfas e criptocristalinas de minerais com a mesma composição do quartzo (calcedónia, a ágata, a opala, o jaspe, o sílex, etc.).
O quartzo ocorre em todos os tipos de rochas (ígneas, sedimentares e metamórficas) e é um dos minerais mais comuns à superfície da Terra.
Nos Açores pode existir algum quartzo em rochas de composição traquítica. Conhece-se a ocorrência de sílica criptocristalina ou amorfa associada a actividade hidrotermal actual ou antiga, como as concreções que revestem o Algar do Carvão, os precipitados das furnas em S. Miguel ou a opala que preenche fracturas e planos de disjunção prismática em derrames basálticos na ilha de Santa Maria. José Madeira
