Praia do Almoxarife (freguesia)
Geografia Freguesia do concelho da Horta, situada na costa este da ilha do Faial. É limitada a sul pelas freguesias dos Flamengos e da Conceição, a norte pela freguesia de Pedro Miguel, a oeste pela freguesia dos Cedros e a este pelo Oceano Atlântico. Apresenta uma configuração em forma de cunha, com cerca de 9,2 Km2, o que corresponde a 5,3 % da superfície concelhia, distando da sua sede 4 Km, aproximadamente.
A freguesia tem uma topografia regular, com declives moderados orientados no sentido oeste este. Nas vertentes mais interiores sobressai a influência da morfologia do vulcão da Caldeira do Faial (Figura 1), enquanto que as zonas mais baixas correspondem a uma estrutura em graben, limitada pela Lomba da Espalamaca e pela Lomba dos Frades, a Sul e a Norte, respectivamente. Todo o território da freguesia pertence ao Complexo Vulcânico da Ribeirinha. A altitude máxima (915 m) é registada num ponto cotado situado na cumeeira da Caldeira do Faial. A linha de costa, com cerca de 2,8 Km, é geralmente baixa e pouco recortada, formando uma enseada bastante aberta onde se desenvolve o areal da Praia do Almoxarife. Para Norte, segue-se a Ponta da Rocha Vermelha e uma pequena praia com a mesma designação. A linha de água principal tem regime torrencial e desagua no areal da Praia do Almoxarife. Em termos paisagísticos, o Miradouro de Nossa Senhora da Conceição proporciona uma vista excepcional. Relativamente à conservação da natureza, o extremo Oeste da freguesia integra o Sítio de Interesse Comunitário (SIC) da Caldeira e Capelinhos e a Zona de Protecção Especial (ZPE) da Caldeira e Capelinhos.
Em termos de ocupação humana, o padrão de povoamento é do tipo linear, prolongando-se o edificado pela estrada que dá acesso à praia, onde é notória a formação de uma malha urbana mais concentrada. O sector primário é a base económica da população, existindo também alguns equipamentos de restauração e um parque de campismo. No último século a evolução da população foi variável (Figura 2). Em 1900 não chegava a 1000 habitantes, e até 1920 não cessou de decrescer. Na década de 30 sofreu nova quebra populacional, em parte devido à destruição causada pelo terramoto de 1926. No entanto, o maior valor de população residente foi apurado na década de 50, mas este volta a decrescer até aos dias de hoje, como se pode observar no apuramento do XIV Recenseamento Geral da População (INE, 2002), 746 habitantes, o que corresponde a uma densidade populacional de 81 hab/Km2. João Mora Porteiro
Bibl. Instituto Nacional de Estatística (2002), XIV Recenseamento Geral da População. Lisboa, Instituto Nacional de Estatística.
