Pinheiro, Frederico Augusto de Almeida

[N. Estremoz, distrito de Évora, 2.2.1842 – m. Lisboa, 1.4.1913] Assentou praça como voluntário do Regimento de Cavalaria 1 em 1857 e fez o curso da arma de Cavalaria. Foi sucessivamente promovido a alferes, em 1859; tenente, em 1866; capitão, em 1873; major, em 1884; tenente-coronel, em 1885; coronel, em 1890; general de brigada, em 1897; e general de divisão, em 1905. Passou à reserva em 1912.

Como alferes, foi ajudante de campo de vários generais comandantes da 1.ª, da 4.ª e da 7.ª Divisão. Serviu nos regimentos de Cavalaria 1 e 5 e nos Lanceiros de Victor Manuel. Como coronel comandou o Regimento de Cavalaria 8 (1890), o Regimento de Cavalaria 5 (1890), Cavalaria 9 (1891) e os Lanceiros de Victor Manuel (1894) e governou a praça de Elvas e a 2.ª brigada de Cavalaria (1895).

Quando foi promovido a general de brigada foi nomeado comandante do Comando Militar Central dos Açores e cumulativamente nos termos da lei governador do Castelo de S. João Baptista de Angra, por decreto de 7 de Julho de 1897. Tomou posse a 27 seguinte e foi exonerado por decreto de 5 de Abril de 1900, passando a vogal do Supremo Conselho de Justiça Militar.

Quando da sua nomeação para governador do Castelo houve um erro, pois o decreto de 7 de Julho de 1897 nomeava-o governador do Castelo de Angra e por isso foi necessário exonerá-lo desse governo impreciso e nomeá-lo por outro decreto de 9 de Setembro de 1897 governador do Castelo de S. João Baptista da ilha Terceira, o que não evitou que tomasse posse a 27 de Julho de 1897 dos seus comandos em Angra.

Foi ainda comandante da 1.ª Divisão Militar, em Lisboa, durante o impedimento do general Francisco Higino Craveiro Lopes, Director do Serviço de Cavalaria, comandante da 2.ª brigada de Cavalaria e da 5.ª Divisão Militar em Coimbra (1902).

Como general de Divisão, comandou a 2.ª Divisão Militar, em Viseu (1905) e acabou a carreira como major-general do Exército (1911).

Foi condecorado com a medalha de prata de comportamento exemplar (1875) e Cavaleiro (1897) e Comendador (1890) da Ordem de S. Bento de Avis. J. G. Reis Leite

Fonte. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), cx. 1235.