Pereira, Rodrigo Álvares
[N. Ponta Delgada, 10.6.1891 m. ibidem, 10.6.1966] Frequentou a Universidade de Coimbra na Faculdade de Matemática e fez o curso da arma de infantaria, na Escola do Exército. Assentou praça em 1909 e foi sucessivamente promovido a alferes, em 1913; a tenente, em 1917; a capitão, em 1918; a major, em 1939; a tenente-coronel, em 1943; a coronel, em 1945. Passou à reserva em 1947 e à reforma em 1962.
Fez uma parte inicial da sua carreira militar no Regimento de Infantaria 26 de Ponta Delgada, serviu na Guarda Nacional Republicana, na capital (1921), foi subdirector do Colégio Militar (1940-1942), 2.º comandante da Escola Prática de Infantaria (1943), comandou o Regimento de Infantaria 3, em Évora (1945) e o Distrito de Recrutamento Militar 18, em Ponta Delgada (1945-1947). Já na reserva serviu no Comando Militar dos Açores, no Conselho Administrativo, que presidiu (1952-1956).
Foi desenhador dos Serviços de Cartografia do Exército (1933), trabalhando na carta militar de S. Miguel (1913) e no mapa de Portugal (1931).
Apoiante da Ditadura Militar, comandou o depósito dos deportados políticos em S. Miguel, em 1930 e por isso foi louvado.
Interessou-se pela história militar, escreveu um esboço do batalhão de Caçadores 11, o antecedente do regimento de Infantaria 26, de Ponta Delgada e fez uma reconstituição histórica em relevo do Castelo de S. Brás, que ofereceu ao Museu Militar (1929).
Comandou a Legião Portuguesa em Beja (1940) e em Ponta Delgada (1947) sendo louvado como «oficial nacionalista integrado nas doutrinas do Estado Novo (1940)».
Foi o presidente da Junta Geral do Distrito Autónomo de Ponta Delgada de 7 de Novembro de 1959 a 10 de Junho de 1960 e foi provedor da Santa Casa da Misericórdia da mesma cidade (1929).
Foi sempre louvado em todas as missões que serviu e recebeu a medalha comemorativa das campanhas do Exército Português, com legenda Ponta Delgada, Defesa Marítima (1916-1918); a medalha Vitória (1923), a medalha Cruz Vermelha (1927), Oficial da Ordem de Avis (1929) e Comendador (1944), medalha de ouro da Legião Portuguesa (1940) e a medalha Naval de ouro comemorariva do 5.º Centenário da morte do Infante D. Henrique (1960). J. G. Reis Leite
Obra. (1927), Esboço histórico da batalha de Caçadores 11, depois Regimento de caçadores 11 e mais tarde Regimento de Infantaria 26. Ponta Delgada, Of. Artes Gráficas.
Fontes. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), cx. 3983 e doc. 3/7/3983/2.
