Ordem (A)
1 Jornal com a epígrafe «Folha rural», surgiu na freguesia das Bandeiras, Madalena, ilha do Pico, em 23 de Março de 1907. Era propriedade do padre Nunes da Rosa, vigário daquela freguesia, que também era director. A administração era de Eduardo Camacho. Tinha redacção, administração e oficinas no Largo da Igreja. Era impresso na tipografia Minerva Picoense.
Formato 41,5 cm x 27 cm, 4 páginas, 4 colunas, inclui editorial, artigos de opinião, noticiário regional e publicidade. A colecção de jornais inclui mais de 70 «Cartas da nossa terra (a um açoriano dalém-mar)», contos e acontecimentos do dia-a-dia, subscritas por João Azul (pseudónimo de Nunes da Rosa ?). A direcção deste jornal só aceitava colaboração solicitada.
Considerado ao tempo como o melhor semanário açoriano, foi encerrado em Outubro de 1910 por ordem do regime republicado (Telégrafo (O), 2001). Luís M. Arruda
2 Semanário publicado em Angra do Heroísmo, propriedade da empresa com o mesmo nome. Iniciou a publicação a 28 de Maio de 1931 e terminou no mesmo ano, com o número 21, a 15 de Outubro. Surgiu logo após o domínio da *Revolta dos Deportados, com o objectivo claro da defesa do regime e divulgar a opinião de que a população não havia aderido, para evitar represálias, nomeadamente alterações na estrutura da organização militar. Este é o primeiro ensaio para a criação de um jornal angrense nitidamente alinhado com a Ditadura. Nas suas páginas foram divulgados os novos princípios doutrinários e propaganda à União Nacional. Foi dirigido pelo médico Joaquim Bartolomeu Flores, tendo como redactores Amadeu Monjardino, Constantino Cardoso, Isidro Costa, Joaquim Rocha Alves, Marcelino Moules, Manuel de Sousa Meneses, Manuel Flores Brasil e Ramiro Machado. Carlos Enes
Fonte. 1 Colecção incompleta existente na Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta.
Bibl. 1 Telégrafo (O) (2001), Horta, n.º 28.685, 30 de Abril [suplemento Letras & Arte, Nunes da Rosa, figura maior em plano menor?].
