orca-bastarda
Nome adoptado para designar a Pseudorca crassidens (Owen, 1846), em virtude da sua semelhança com a verdadeira orca.
Também designada por falsa-orca, a espécie ocorre nos mares tropicais e subtropicais de ambos os hemisférios. Preferem as águas profundas, podendo ser observados próximo das costas das ilhas oceânicas como as do arquipélago dos Açores.
Os machos podem atingir 6 m de comprimento enquanto que as fêmeas não ultrapassam os 5 m. Possui corpo longo e delgado sendo a cabeça relativamente pequena com ausência de rostro. Focinho arredondado ultrapassando a extremidade da mandíbula. A boca é longa e curva. Barbatana dorsal alta e falcada, situada aproximadamente a meio do corpo. As barbatanas peitorais, que, apesar de estreitas, apresentam uma curva semelhante a um «cotovelo» com as extremidades pontiagudas. Quase totalmente negra, excepto a mancha acinzentada em forma de âncora que possui na face ventral, entre as barbatanas peitorais, e manchas cinza-claro que pode apresentar nos lados da cabeça.
As primeiras referências para os Açores baseiam-se em dois indivíduos fêmeas capturados ao largo da ilha de São Miguel, em 25 de Agosto de 1911 durante as Campanhas Oceanográficas do Príncipe Alberto do Mónaco. A espécie é relativamente comum nos Açores. A sua dieta é constituída essencialmente por cefalópodes e peixes, designadamente atuns albacora.
Espécie com o estatuto de Insuficiente conhecida no IUCN Red Data Book. Francisco Reiner
