Oliveira, Francisco de Lacerda e

[N. Madalena, ilha do Pico, 24.3.1874 – m. Leiria, 26.8.1946] Oficial do Exército. Era filho de Violante Evarista de Lacerda e Oliveira e de João de Deus Paulino e Oliveira. Assentou praça, como voluntário, no Regimento n.º 5 de Caçadores de El-Rei sendo incorporado em Novembro de 1891. Foi, sucessivamente, alferes (1896), tenente (1901), capitão (1909), major (1916), tenente-coronel (1918) e coronel (1922). Passou à reforma em Abril de 1932, por ter sido julgado incapaz para o serviço militar (diabetes e obesidade).

Serviu em várias unidades militares, incluindo a Praça do Castelo de S. João Baptista da ilha Terceira (1906-1909), mas a maior parte da sua carreira foi feita em Leiria, no Regimento de Infantaria 7 de que chegou a ser comandante.

Como major, serviu em França, integrado no Corpo Expedicionário Português durante a Primeira Guerra Mundial (Janeiro de 1917 a Setembro de 1918). Pelas qualidades militares que evidenciou durante o longo tempo em que exerceu o comando do Batalhão de Infantaria 21, uma das unidades que mais longa permanência teve nas trincheiras em França, foi condecorado com o grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (1920), a que mais tarde viria a juntar a «palma em ouro». Ainda como reconhecimento pelos serviços prestados durante a guerra, foi agraciado pelo governo francês com o grau de Oficial da Legião de Honra e pelo Presidente da República do Panamá com a medalha «Solidaridad» (1920). Usava a «Medalha Comemorativa da Campanha de França 1917-1918» (ouro) (1918) e a «Medalha da Vitória» (1919).

Era Comendador da Ordem de Santiago de Espada (1916), Comendador da Ordem Militar de Cristo (1923) e Grande Oficial da Ordem Militar de Avis (1926).

A Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha distinguiu-o com a «Cruz Vermelha de Mérito» (1923) e a medalha de «Agradecimento» (1926). Luís M. Arruda

Fontes. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), cxs. 629, 1739, 2736.