oídio

Fungo microscópico que ataca a vinha, é a forma conidiana do cogumelo ascomicete Oidium tuckeri. O epíteto específico homenageia o jardineiro inglês Tucker que o estudou pela primeira vez, em 1845. Ataca todas as partes aéreas da vinha. O seu micélio, formado de numerosos filamentos entrelaçados, rasteja à superfície dos ramos e das folhas, mostrando-se com o aspecto de pó branco que depois se torna acinzentado (cf. Macedo, 1871, 2: 213-214) e emite, a distâncias regulares, apêndices que funcionam como sugadores, e filamentos frutíferos erectos, na extremidade dos quais se formam filas de esporos que propagam a doença. Os órgãos atingidos definham, dessecam-se e morrem; os bagos da uva tornam-se duros e quebradiços (cf. Macedo, 1871, 2: 213-214).

O oídio apareceu nos Açores na segunda metade do século XIX, conjuntamente com o *míldio, invadindo completamente os vinhedos e aniquilando o negócio do vinho. Houve então o abandono das vinhas que voltaram a encher-se, em grande parte, de vegetação expontânea. Pelo menos na ilha do Pico, alguns desses terrenos foram aproveitados para a plantação de figueiras e de pessegueiros (cf. Macedo, 1871, 2: 363).

Nem todas as vides são igualmente atingidas, mas, quando esta doença exerce os seus estragos, sobre vinhas que são mais sensíveis à sua acção é necessária a aplicação de um tratamento enérgico. De todos os meios propostos para combater o oídio, o mais eficaz é o enxoframento na altura da floração e após os bagos limparem (Ribeiro, 1951).

Por ser resistente a esta doença bem como ao míldio, foi introduzida e vulgarizada nos Açores a variedade *Isabela da videira americana Vitis labrusca. Luís M. Arruda

Bibl. Macedo, A. L. S. (1871), História das quatro ilhas que formam o districto da Horta. Horta, Typ. de L. P. da Silva Correa. Ribeiro, M. S. (1951), A ilha do Pico sob o ponto de vista vitivinícola. Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, 14: 45-58.