negrilho
Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Ulmáceas (Dicotiledónea) pertencentes à espécie Ulmus procera, também conhecidas por olmo e ulmeiro (Palhinha, 1966; Sampaio, 1904, como U. campestris).
Segundo Franco (1971: 61-63) e Goes (1991: 245), são plantas de grande longevidade que podem atingir 30 m de altura e mais de 1,5 m de diâmetro do tronco à altura do peito; as folhas são simples, alternas, dísticas, caducas, de pecíolo curto, ovadas, assimétricas, de bordos serrados e acuminadas; as flores hermafroditas, dispostas em cimeiras axiliares, com perianto e anteras de cor vermelha-purpura; frutos monospérmicos, constituídos por sâmaras aladas.
A floração precoce, de Fevereiro a Março, desenvolvendo-se em seguida as sâmaras antes das folhas, simulando uma folheação antecipada. As sâmaras amadurecem e caem em Abril, quando as folhas atingem o pleno desenvolvimento.
São plantas que vegetam ou ao longo de linhas de água ou em solos frescos e fundos. Também se adaptam a outros solos e por isso e graças à beleza da sua copa, bastante fechada, são utilizadas na arborização de ruas e parques. De crescimento rápido, produzem madeira de boa qualidade, com cerne castanho arroxeado, de duração idêntica à do carvalho, apreciada para construção e mobiliário.
Luís M. Arruda
Bibl. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal. Lisboa, Sociedade Astória. Goes, E. (1991), A floresta portuguesa. S.l., Portucel. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Sampaio, A. S. (1904), Memória sobre a ilha Terceira. Angra do Heroísmo, Imprensa Municipal.
