musgo
Nome vulgar da espécie botânica Selaginella kraussiana da família Selaginellaceae (Pteridophyta) (sin. S. azorica), segundo Sampaio (1904: 92), Palhinha (1943: 92) e Palhinha et al. (1946: 15), também conhecida por musgo-verde segundo Pereira (1953: 24).
Segundo Schäfer (2002: 20), tem os ramos achatados, rastejantes, muito ramificados, aparecendo articulados; folhas 1-2 x 2,5-4 mm, dimórficas, denticuladas, agudas, assimétricas com lígula do lado adaxial; esporofilos nos estróbilos sésseis terminais; esporângios heterospóricos, os mais baixos com macrósporos; microsporângios próximos do ápice, micrósporos amarelos. Perene.
Planta ornamental, tem sido considerada nativa da África tropical e do Sul. Todavia, a descoberta de esporos desta espécie em sedimentos da Lagoa do Caveiro, na ilha do Pico, e na Lagoa Rasa, na ilha das Flores, formados antes da colonização humana (pelo menos há 6000 anos) levou a que, actualmente, seja considerada nativa dos Açores (cf. Pereira et al., 2005: 285, 304). Ocorre escapada da cultura, por todas as ilhas excepto nas regiões costeiras, onde é muito comum em locais húmidos e expostos ou não, em rochedos, areias e lavas, ao redor de lagos, de preferência acima de 300 m de altitude, raramente ultrapassando 1300 m, associada com Juniperus brevifolia, Litorella uniflora, Eleocharis sp. e Festuca petrea (cf. Schäfer, 2002; Nogueira, 1980). Luís M. Arruda
Bibl. Nogueira, I. (1980), Selaginella kraussiana. In Iconographia Selecta Florae Azoricae, A. Fernandes e R. B. Fernandes (eds.). Coimbra, Secretaria Regional da Cultura da Região Autónoma dos Açores, vol. 1, fasc. 1: 15-17. Palhinha, R. T. (1943), Pteridófitos do arquipélago dos Açores. Açoreana, 3, 2: 87-117. Palhinha, R. T., Gonçalves, A. e Gonçalves-Sobrinho, L. (1946), Plantas vasculares da ilha Terceira. Açoreana, 4, 1: 1-77 (edição corrigida e aumentada por R. T. Palhinha). Pereira, M. J., Cabral, N., Furtado, D. e Oliveira, J. B. (2005), Resenha nomenclatural dos pteridófitos citados para o arquipélago dos Açores. Açoreana, 10, 2: 279-310. Pereira, S. A. (1953), Principais plantas cultivadas e espontâneas nos Açores. Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, 18: 1-32. Sampaio, A. S. (1904), Memória Sobre a Ilha Terceira. Angra do Heroísmo, Imprensa Municipal. Schäfer, H. (2002), Flora of the
