morrião

Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Primuláceas (Dicotiledónea) pertencentes à espécie Anagallis arvensis (Schäfer, 2002).

Segundo Schäfer (2002), é planta de caule procumbente a ascendente, rastejante, muito ramificado, até 60 cm de longo; folhas opostas, simples, ovadas a lanceoladas, até 1,5 x 1 cm; flores axilares, solitárias; pétalas vermelho, azul ou raramente rosa, conatas na base, a margem com pêlos glandulares 3-celulares; fruto em cápsula globosa, seca, até 6 mm de diâmetro, com até 50 sementes. Anual-perene. Floração de Março a Dezembro.

Nativa para a Europa e Mediterrâneo, foi registada para o arquipélago açoriano por Seubert e Hochstetter (1843). Muito comum em todas as ilhas, daninha de terras cultivadas e ruderal, ocorre do nível do mar até 1.000 m de altitude (Schäfer, 2002; Silva et al., 2005; Sjögren, 1973). Luís M. Arruda

Bibl. Schäfer, H. (2002), Flora of the Azores, A field guide. Weikersheim, Margraf Verlag. Seubert, M. e Hochstetter, C. (1843), Übericht der Flora der azorischen Inseln. Archiv der Naturgeschichte, Berlim, 9, 1: 1-24. Silva, L., Pinto, N., Press, B., Rumsey, F., Carine, M., Henderson, S. e Sjögren, E. (2005), Lista das plantas vasculares (Pteridophyta e Spermatophyta). In Borges, P. A. V., Cunha, R., Gabriel, R., Martins, A. F., Silva, L. e Vieira, V. (eds.), A list of terrestrial fauna (Mollusca and Arthropoda) and flora (Bryophyta and Spermatophyta) from the Azores. Horta, Angra do Heroísmo e Ponta Delgada, Direcção Regional do Ambiente e Universidade dos Açores: 131-155. Sjögren, E. (1973), Recent changes in the vascular flora and vegetation of the Azores Islands. Memórias da Sociedade Broteriana, 22, 5-453.