Morais, Aurora de

 [N. Povoação, ilha de S. Miguel, 15.3.1871 – m. Ponta Delgada, ?.9.1902] Filha do secretário da Administração do concelho naquela vila, ficou órfã muito cedo mas isso não impediu que fosse autodidacta e desenvolvesse o seu gosto pela literatura. Casou com o jornalista Rui da Paz Morais passando a viver em Ponta Delgada.

Deixou muita poesia dispersa por jornais e revistas e reuniu outra em vários livros que publicou entre 1896 e 1901.

Os seus poema são simples, muitas vezes em quadra, ao gosto romântico e de cariz social. J. G. Reis Leite

Obras. (1896), Flores d’alma. Ponta Delgada, Tip. da Vara da Justiça. (1897), Espinhos e flores. Ponta Delgada, Tip. da Vara da Justiça. (1899), Trovas singelas. Ponta Delgada, Tip. do Comércio Micaelense. (1901), Cantares. Ponta Delgada, Tip. do Comércio Micaelense.

 

Bibl. Lima, G. (1934), Breviário Açoriano. Angra do Heroísmo, Ed. Andrade: 316. Dias, U. M. (1931), Literatos dos Açores (história). Vila Franca do Campo, Emp. Lit. Ltd.: 319-322.