Montepio Terceirense
Sucessor da Sociedade Auxiliadora das Classes Laboriosas Terceirenses, fundada a 22 de Abril de 1860, em Angra do Heroísmo. Em 1871, com a aprovação de novos estatutos foi criado um montepio e a sociedade passou a designar-se Montepio Terceirense das Classes Laboriosas. Os objectivos iniciais mantiveram-se, auxiliando os mais desprotegidos na doença, na invalidez, socorrendo as famílias que com eles conviviam através de subsídios e prestação de serviços médicos. Os associados pagavam uma jóia e uma cota mensal que lhes permitia o acesso aos benefícios que foram evoluindo ao longo dos anos, nomeadamente pensões legadas pelos associados e empréstimos para o funeral. Uma nova revisão estatutária, em 1877, criou uma caixa económica, que entrou em funcionamento três anos depois. Os fundos da Caixa criaram algum desafogo económico que permitiu a aquisição de sede própria, a partir de 1898.
Com a legislação governamental que reorganizou as associações de socorros mútuos, em 1896, foi extinto o referido Montepio e criado outro com base na nova legislação. Os associados transferiram para ele todos os seus direitos e o novo Montepio Terceirense começou a funcionar em 1899. Manteve a prática de concessão de pensões de sobrevivência e recuperou o subsídio para o funeral, em 1925.
Os 159 sócios iniciais, em 1960 já haviam aumentado para 850 e 1.076 pensionistas. A instituição acabou por construir um edifício de raiz na rua da Sé, em 1939. Por decisão da assembleia-geral, tomada em 1966, iniciaram-se negociações para a entrega do alvará da caixa económica ao Banco Português do Atlântico, o que se concretizou a 1 de Maio de 1968. As restantes funções do Montepio continuaram a ser exercidas noutro edifício pertencente à instituição. Carlos Enes
Bibl. Lopes Jr., F. (1960), Memória Histórica sobre o Montepio Terceirense (Associação de Socorros Mútuos), Atlântida, IV, 2, Março-Abril: 67.104. Merelim, P. (1974), As 18 paróquias de Angra. Angra do Heroísmo, Tip. Minerva Comercial: 662-663.
