Moniz, Fausta ou Faustina
[Século XVI] Era filha de Sebastião Moniz, o velho, fidalgo da Casa Real, e da sua mulher D. Joana de Meneses, dama da rainha D. Catarina, e neta paterna de D. Joana Corte Real, filha do capitão João Vaz Corte Real ou seja da alta nobreza da corte e das ilhas. Dela conta Diogo das *Chagas que se perdeu de amores por um jovem da nobreza inferior (Jerónimo Fernandes de *Ceia, do Pisão) e perante a resistência materna em consentir o casamento combinou com ele um rapto, quando se dirigia à missa, com os pais, na ermida do Desterro (fundada por seu pai), em Angra, rapto esse que realmente se efectivou com enorme escândalo. A mãe, D. Joana de Meneses, requereu uma devassa que se realizou pelo desembargador da Casa do Cível, Diogo Lopes Pinheiro, que para o efeito se deslocou à Terceira (carta régia de 6 de Novembro de 1564, no livro 1.º do tombo da Câmara de Angra, fl. 44v). Dizem os genealogistas que o casamento não se realizou, mas Jerónimo Ceia e os seus cúmplices foram perdoados por cartas de D. Sebastião de 1568. J. G. Reis Leite
Bibl. Braga, P. D. (2003), Do crime ao perdão régio (Açores, séculos XVI-XVIII). Ponta Delgada, Instituto Cultural de Ponta Delgada: 51. Chagas, D. (1989), Espelho Cristalino em Jardim de Várias Flores. Ponta Delgada, Universidade dos Açores: 271-272. Maldonado, M. L. (1997), Fenix Angrence. Angra do Heroísmo, Instituto Cultural da Ilha Terceira, III: 208. Soares, E. C. C. A. (1944), Nobiliário da ilha Terceira. 2.ª ed., Porto, Livraria Fernando Machado, II: 126, 160-161.
