míldio
Nome dado a certas doenças criptogâmicas que atacam diferentes plantas, particularmente a videira. São causadas por um fungo microscópio, da família das peronosporáceas, cujo micélio vive nos tecidos da vide determinando várias afecções. Este micélio emite, através dos estómatos das folhas, ramificações conidióforas terminadas por órgãos reprodutores que o vento dispersa e que, em condições favoráveis de humidade e calor, dão origem a células propagadoras do fungo. O plasmópara ataca tanto os frutos como as folhas da videira e é, depois da *filoxera, uma das mais temíveis doenças desta planta. Apresenta-se sob a forma de manchas cor de ferrugem.
É originário dos Estados Unidos da América e foi trazido para a Europa, nomeadamente para os Açores, tal como o *oídio e a *filoxera, nas videiras americanas, na segunda metade do século XIX, causando grande prejuízo à produção vitivinícola.
O tratamento do míldio é exclusivamente preventivo e consiste em aspersões de caldas cúpricas por meio de pulverizadores. Costumam ser feitas duas, menos frequentemente três ou quatro pulverizações, a primeira quando os rebentos da videira atingem 10 a 12 cm e as seguintes com intervalos de três a cinco semanas. Luís M. Arruda
Bibl. Ribeiro, M. S. (1951), A ilha do Pico sob o ponto de vista vitivinícola. Boletim da Comissão Reguladora dos Cereais do Arquipélago dos Açores, 14: 45-58.
