Merens, António (fr.)
[N. Angra, séc. XVI e XVII] Veio a ser religioso do Convento de S. Francisco da cidade de Angra, pelo apego que sentia pelos mais pobres e desviados da Sociedade. Foi ele quem discursou na recepção que, às portas de S. Bento, fez a cidade de Angra ao Sr. D. António, Prior do Crato, pretendente ao trono português, o qual desembarcara perto da vila e do forte de S. Sebastião. Com ele, estiveram muitos populares e gente de outros níveis sociais que aclamaram o Prior. Fr. António colocou-se na primeira linha da proclamação de D. António como rei de Portugal, apoiado que se via por autoridades de diversos quadrantes. A guerra que surgira, então, da parte de Filipe II, I de Portugal, teve na Terceira e naqueles os principais obstáculos pessoais e estratégicos, conseguindo todos os terceirenses apoiantes da causa nacional, resistir por algum tempo aos furiosos ataques dos espanhóis e dos portugueses seus partidários. A sede de governo ficou, então, fixada em Angra, na ilha Terceira. João Silva de Sousa
Bibl. Arquivo dos Açores (1981, 1982). Ponta Delgada, Universidade dos Açores, VI: 463 e ss.; IX: 202 e ss., 551 e ss.; X: 5 e ss.. Marques, A. H. O. (1983), História de Portugal. II Do Renascimento às Revoluções Liberais. 10.ª ed., Lisboa, Palas Editores: 262-263. Pereira, J. A. (1939), Padres Açoreanos. Bispos Publicistas Religiosos. Angra do Heroísmo, União Gráfica Angrense: 92.
