mercurial
Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Euforbiáceas (Dicotiledónea) pertencentes à espécie Mercurialis annua, também conhecidas por urtiga-morta (Schäfer, 2002).
Segundo Franco (1971) e Schäfer (2002), é erva sem latex; terófito glabro ou esparsamente pubescente, de caule erecto até 60 cm longo, ramificado, mais ou menos glabro; folhas opostas, ovadas a elípticas, serradas, até 5 cm x 3 cm; raramente monoica ou muitas vezes dióica; flores masculinas agrupadas em espigas, principalmente axilares, longamente pedunculadas; flores femininas 1-4 por axila foliar, subsésseis; fruto cápsula com duas sementes, até 4 mm de diâmetro; sementes ovóides, rugulosas, cerca de 2 mm. Anual. Floração de Janeiro a Dezembro.
Espécie nativa da Europa, foi registada para o arquipélago açoriano por Watson (1844). Ocorre em todas as ilhas, onde é comum como ruderal das bermas dos caminhos, campos e lixeiras até 900 m de altitude (Schäfer, 2002; Silva et al., 2005).
Medicina popular São utilizados tanto os caules como as flores, frescos ou secos, excepto a raiz. É usada, principalmente, como laxante, diurérica e emoliente reumatismo.
Para utilização interna: 10-20 grs. por litro de água em decocção durante 3 minutos.
Para utilização externa: cozinhar a planta fresca e aplicar, morna nos locais dolorosos (cf. Corsépius, 1997). Luís M. Arruda
Bibl. Corsépius, Y. (1997), Algumas Plantas Medicinais dos Açores. 2.ª ed., S.l., s.e. Franco, J. A. (1971), Nova Flora de Portugal. Lisboa, Sociedade Astória. Schäfer, H. (2002), Flora of the
