Mendonça, Francisco Manuel de Mesquita Pimentel Furtado
[N. Lajes, ilha das Flores, 1748 m. possivelmente em Angra do Heroísmo, ?]. Foi capitão-mor das ilhas das Flores e do Corvo, governador de S. Miguel e posteriormente coronel mestre-de-campo dos Açores (Trigueiro, 2004: 45-46).
Nomeado em 1765 alferes de uma companhia de ordenanças na ilha das Flores, capitaneada por um seu irmão, António José Pimentel de Mesquita, no ano seguinte já era capitão da mesma companhia. Por falecimento de outro irmão, João José Pimentel de Mesquita, assumiu o cargo de sargento-mor. A partir de 1767 passaria a exercer, interinamente, o cargo de capitão-mor de Santa Cruz, que entretanto vagara. Em 1783 foi nomeado capitão-mor das Flores e Corvo.
Com bênção nupcial efectuada a 26 de Agosto de 1778 na igreja de Nossa Senhora da Conceição, em Santa Cruz das Flores, casara por procuração com D. Mariana Isabel de Silva Quintanilha, natural da Sé de Coimbra. Possuindo avultada fortuna, por carta de 30 de Maio de 1781, obteve, da rainha D. Maria I, o seu brasão de armas, essencialmente baseado no dos Pimentéis e no dos Mesquitas, ambos com distintos pergaminhos na ilha das Flores.
Entre 1793 e 1801 desempenhou as funções de governador de S. Miguel, onde alguns nobres locais lhe moveram tenaz campanha de descrédito. Era tanto o despeito desses fidalgos que chegaram a apresentá-lo a D. Maria I como natural de uma ilha onde o povo andava descalço e comia inhames, em lugar de pão. Acusaram-no ainda, falsamente, de ter roubado dinheiro de um grande navio espanhol naufragado nas Flores, em 1727, portanto antes do seu nascimento. Em face da crescente guerrilha movida na ilha de S. Miguel, embarcou em Dezembro de 1797 para Angra do Heroísmo, onde terá permanecido até ao seu falecimento, já como coronel mestre-de-campo dos Açores. José Arlindo Trigueiro
Bibl. Trigueiro, J. A. A. (2004), Florentinos que se Distinguiram. Lajes das Flores, Câmara Municipal de Lajes das Flores.
