Memória da água-viva (A)
Com a epígrafe «Revista açoriana de cultura», era edição e propriedade do Grupo de Intervenção Cultural Açoriano, pró-delegação da Cooperativa Semente, em Lisboa. José Henrique dos Santos *Barros e Manuel Urbano *Bettencourt, os fundadores, aparecem como directores. Tinha redacção na rua Rodrigues Sampaio, naquela cidade. Publicou um número zero, em Março de 1978. O número 6 abre anunciando nova direcção (Emanuel Jorge Botelho e Eduardo Bettencourt Pinto) e novo local de edição (Ponta Delgada), a partir do número seguinte. Este, o último, foi editado em Outubro de 1980.
No editorial do número zero está referido: «Nada de muito ambicioso, portanto, aquilo a que vimos e o que queremos. Pobremente como está à vista que a isso obriga uma austeridade antiga e esse parece continuar a ser o preço de se querer, realmente, independente pretendemos repensarmo-nos como cidadãos participantes da história e da cultura dum povo.
«Não partimos do nada, claro. Retomam-se experiências anteriores a esta e tem-se em vista que outras do mesmo tipo existem hoje, felizmente».
Mas, subjacente ao projecto desta revista, a primeira de cultura açoriana, estava o como objectivo definir e defender a existência de uma Literatura Açoriana a partir de pressupostos ideológicos democráticos e universais (cf. n.º 5: 6-7).
Inclui colaboração de Santos Barros, Urbano Bettencourt, Cristovão de *Aguiar, José Orlando *Bretão, João de *Melo, Carlos Faria, Emanuel *Félix, Luís Fagundes *Duarte, Ivone *Chinita, Victor Rui *Dores, Vasco Pereira da *Costa, Eduíno de *Jesus, Borges *Martins, Álamo Oliveira, Onésimo Teotónio *Almeida e de outros.
Formato 29,7 cm x 21 cm, número de páginas variável, geralmente a duas colunas, impressa a stencil, periodicidade irregular, inclui estudos, depoimentos, poesia, notas de leitura e notícias das actividades deste Grupo de Intervenção, em Lisboa e nos Açores. Luís M. Arruda
