Mata, Manuel António Garcia da
[N. Santa Maria do Pinheiro Grande, termo de Santarém, 1797 m. ?, ?] Era filho do capitão Augusto José António Garcia, natural de Tomar, e de D. Bernardina Benedita da Mata, natural de Pinheiro Grande,
Frequentou a Universidade de Coimbra onde se matriculou em 1815, bacharel em 1819, formou-se em 1820, seguindo a carreira da magistratura. Fez a leitura de bacharéis e foi aprovado a 22 de Novembro de 1824.
Nomeado juiz de fora do Faial, tomou posse a 18.5.1829, num período muito agitado pelas lutas entre absolutistas e liberais na vila da Horta. Ao chegar recebeu das mãos do corregedor Manuel Maia Borges da *Câmara a devassa que investigava um vasto leque de personalidades suspeitas de ideias liberais subversivas. Actuou então o novo juiz com o maior bom senso, mandando pronunciar unicamente dois dos suspeitos, os padres Vitorino José Ribeiro e João António da Costa, que foram enviados para o tribunal, em S. Miguel e aí condenados a degredo em Cabo Verde.
Garcia da Mata não hostilizou a proclamação da Carta Constitucional, nem se retirou da Horta com as autoridades miguelistas quando o conde de Vila Flor chegou ao Faial em Maio de 1831. Aderiu mesmo ao novo regime e foi pelo conde nomeado corregedor interino (25.5.1831), cargo que ocupou até à chegada do seu sucessor o corregedor Francisco de Assis Gomes de Miranda, em 15 de Junho seguinte.
A partir daqui perde-se o seu rasto. J. G. Reis Leite
Fontes. Arquivo da Universidade de Coimbra, Matrículas (1815), Exames (1819 e 1820). Instituto dos Arquivos Nacionais/Torre do Tombo (Lisboa), Leitura de Bacharéis, 1824, letra M, maço 59, n.º 1.
Bibl. Lima, M. (1940), Anais do Município da Horta. Famalicão, Minerva: 324. Macedo, A. L. S. (19181), História das quatro ilhas que formam o distrito da Horta. 2.ª ed., Angra do Heroísmo, Secretaria Regional de Educação e Cultura, II: 74, 97; III: 249.
