Mascarenhas, D. Martinho (6.o conde de Santa Cruz, e 3.o marquês de Gouveia)
[N. ?, ? m. ?, 9.3.1723] Era filho secundogénito varão dos 4.os condes de Santa Cruz e sucedeu a seu irmão, o 5.o conde, por este morrer sem geração. Sucedeu também a seu tio, irmão de sua mãe, o 2.o marquês de Gouveia, pela mesma razão. Foi mordomo-mor de D. Pedro II e de D. João V, do Conselho de Estado e senhor de Lavra e Estipe, comendador de Mértola na Ordem de Santiago e de Mendo Marques e Vargens, na Ordem de Cristo e alcaide-mor dos castelos de Mértola, Grândola e Alcácer do Sal. Teve mercê de parente.
Foi confirmado, a requerimento de sua mãe, a marquesa de Santa Cruz, sua tutora, por carta de 2 de Julho de 1692.
Por carta de 14 de Janeiro de 1712 foi-lhe concedida a faculdade de confirmar a eleição do capitão-mor da ilha das Flores, por os tribunais terem levantado dúvida ao costume dos seus antecessores assim fazerem, sem tal poder ir expresso nas mercês do senhorio. J. G. Reis Leite
Bibl. Nobreza de Portugal (1960). Lisboa, Ed. Enciclopédia, II: 643. Carta de confirmação no senhorio das ilhas de Santo Antão, Flores e Corvo e mercê de confirmar o capitão-mor. Carta de 14.1.1712 (1981). In Arquivo dos Açores. 2.a ed., Ponta Delgada, Universidade dos Açores, V: 521-523.
