margarida(s)
Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Asteráceas (Dicotiledónea) pertencentes à espécie Bellis azorica (= Seubertia azorica) (Palhinha, 1966; Schäfer, 2002; Sjögren, 2001).
Segundo Schäfer (2002) e Sjögren (2001) é planta herbácea com caules até 30 cm longos; decumbentes, geralmente com estolhos, mais ou menos rastejante; folhas alternadas ou em rosetas basais, simples, oblanceoladas, mais ou menos inteiras, até 4 x 1,5 cm; inflorescências em capítulo solitário, até 15 mm de diâmetro; flores ligulares, brancas, até 6 mm, flores tubulares, amarelas; aquénios poucos, cerca de 1 mm, glandulares, sem papilos. Perene. Floresce de Junho-Julho.
Endémica dos Açores, foi registada para este arquipélago por Seubert e Hochstetter (1843). Ocorre em todas as ilhas, excepto Santa Maria e Graciosa (Palhinha, 1966; Schäfer, 2002; Silva et al. 2005), em ravinas e florestas de louro e cedro, geralmente entre 600 m e 800 m de altitude (Schäfer, 2002). Provavelmente não ocorre abaixo dos 600 m de altitude, mas foi observada até aos 1.150 m. Prefere crescer em prados molhados e nos habitats protegidos das ribeiras e das crateras. Entre as espécies associadas contam-se Deschampsi foliosa, Sanicula azorica e Cardamine caldeirarum (Sjögren, 1973). Planta rara, ameaçada nas ravinas, a sua capacidade de competição é baixa (Schäfer, 2002; Sjögren, 1973). Luís M. Arruda
Bibl. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Schäfer, H. (2002), Flora of the
