malva-bastarda
Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Malváceas (Dicotiledónea) pertencentes à espécie Lavatera cretica (Palhinha, 1966, Schäfer, 2002) também conhecidas por malva (Palhinha, 1966).
História Natural Segundo Schäfer (2002) tem caule ascendente a erecto, muito ramificado, radiado-pubescente, até 1 m; folhas 5- a 7-lobadas suborbicular-cordadas, até 15 cm, crenadas; flores em aglomerados axilares; bractéolas ovadas, 3, unidas, formando um epicálice por baixo do cálice; pétalas até 2 cm, rosadas a liliáceas; frutos compostos de cerca de 10 mericarpos, mais ou menos lisos, de ângulos arredondados, 1- semente cada. Anual-bianual. Floração de Março a Novembro.
Nativa para o Mediterrâneo e a Europa ocidental, foi registada para o arquipélago açoriano por Seubert e Hochstetter (1843). Ocorre em todas as ilhas dos Açores, onde é comum sobre as bermas dos caminhos, em lixeiras e nos campos abaixo dos 500 m de altitude (Schäfer, 2002; Silva et al. 2005).
Medicina popular São utilizadas ou as plantas secas ou as folhas verdes. É usada, principalmente, como emoliente e anti-inflamatório no tratamento de gastrite, úlcera gástrica, colite e hemorróidas; laxante; anti-espasmódica.
Para utilização interna: 30-40 grs. por litro de água em infusão durante 20 minutos.
Para utilização externa: 30-40 grs. por litro de água em decocção durante 10 minutos e mais 10 de infusão para lavagens e banhos (cf. Corsépius, 1997). Luís M. Arruda
Bibl. Corsépius, Y. (1997), Algumas Plantas Medicinais dos Açores. 2.ª ed., S.l., s.e.. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Schäfer, H. (2002), Flora of the
