malícia
Nome pelo qual foram conhecidas nos Açores as plamtas da família das Aizoáceas pertencentes a Lampranthus falciformis (Sampaio, 1904). Lampranthus falciformis é caracterizada por plantas perenes, lenhosas, glabras e sem papilhas cristalinas, de caules até 80 cm longos, prostrados por fim um pouco erectos, de folhas opostas, linear-oblongas ou falcadas, levemente quilhadas na face abaxial, pruinosas e sésseis, de flores solitárias ou 2 juntas, terminais e pedunculadas de perianto com 5 tépalas, de estaminódios petalóides numerosos, maiores que as tépalas, rosadas ou purpúras, de fruto capsular loculicido. Subespontânea nas ilhas do Corvo, do Pico, da Terceira, de S. Miguel e de Santa Maria nas zonas rochosas e encostas do litoral em associações antropóricas. É cultivada como ornamental. Originária da África do Sul e subespontânea nas zonas temperadas quentes.
Foi indicada por Drouet (1866) para a Terceira, por Franco (1971) para o Pico e por Fernandes (1972) para o Corvo. Esta espécie foi confundida com Lampranthus glaucus (Palhinha, 1966) e é muito semelhante a L. multirradiatus (Franco, 1971; Fernandes, 1972; Pinto da Silva e Pinto da Silva, 1974; Hansen & Sunding, 1985; Hansen, 1987). Akeroyd (Tutin et al., 1993) utiliza o nome L. falciformis para todas as plantas açorianas pertencentes ao género Lampranthus, enquanto que Hansen & Sunding (1985) e Hansen (1987) continuam a considerar a existência de duas espécies nos Açores: L. glaucus e L. multirradiatus. José Ormonde
Bibl. Akeroyd, J. R. e
