macela
Nome pelo qual são conhecidas as plantas da família das Asteráceas (Dicotiledónea) pertencentes à espécie Chamaemelum nobile var. discoideum (Palhinha, 1966), também conhecidas por marcela (Palhinha, 1966; Schäfer, 2002) e por macela-de-botão (Sjögren, 2001). O género aparece também grafada Chamemelum (Sjögren, 2001).
História Natural Segundo Schäfer (2002) e Sjögren (2001) tem caule até 30 cm de comprimento, pubescente, prostrado, rastejante, os floridos ascendentes; folhas aromáticas, alternas, oblongas, na maioria 2- a 3-pinatissectas, segmentos lineares; inflorescências em capítulos, solitários, pedúnculos longos, cerca de 1 cm de diâmetro; flores tubulares amarelo-dourado, pequenas, geralmente sem as lígulas marginais, brancas; aquénios 3-costelados, cerca de 1 mm, papilhos ausentes. Perene. Floração de Maio a Agosto.
Nativa do Mediterrâneo e Macaronésia (?), foi registada para o arquipélago por Seubert e Hochstetter (1843). Encontra-se perfeitamente naturalizada nos Açores, ocorrendo em todas as ilhas, excepto no Corvo (Schäfer, 2002; Sjögren, 2001; Silva et al., 2005) onde é comum, sazonalmente, em campos húmidos, pastagens e ao longo dos caminhos, entre 50 m e 1.000 m de altitude.
Medicina Popular São utilizados tanto os caules como as flores secos. É usada, principalmente, para ajudar na digestão e mal-estar gastro-intestinal mas também em conjuntivites, prurido e como tonificante da pele. Para uso interno: 5-10 grs. por litro de água em infusão durante 20 minutos (tomada antes, durante ou depois das refeições); para uso externo: 30-50 grs. por litro de água em infusão durante 10 minutos (aplicações ou lavagens) (cf. Corsépius, 1997). Luís M. Arruda
Bibl. Corsépius, Y. (1997), Algumas Plantas Medicinais dos Açores. 2.ª ed., S.l., s.e. Palhinha, R. T. (1966), Catálogo das plantas vasculares dos Açores. Lisboa, Sociedade de Estudos Açorianos Afonso Chaves. Schäfer, H. (2002), Flora of the
