Lucas, José Afonso
[N. Sabugal, 6.7.1895 m. Lisboa, Hospital Militar Principal, 21.6.1949] Militar do Exército. Alistado como voluntário em 1915, no Regimento de Infantaria n.º 23, foi, sucessivamente, alferes (1917), tenente (1919), capitão (1923), major (1934) e tenente-coronel (1945). Em 1947 completou o curso de promoção a coronel mas não foi promovido. Frequentou preparatórios de Engenharia na Universidade de Coimbra e no Instituto Superior Técnico, em Lisboa. Concluiu o curso da arma de Engenharia na Escola de Guerra (1917) e, depois de promovido a oficial, o curso de Engenharia Militar (1921). Entre Maio de 1917 e Janeiro de 1918 integrou o Corpo Expedicionário Português em França. Serviu em diversas unidades e serviços da sua arma.
Era comendador da Ordem Militar de Avis (1941). Foi distinguido com diversos louvores e medalhas. De entre esta, usava a medalha comemorativa do Corpo Expedicionário Português em França (Ordem do Exército, n.º 16, 2.ª série, de 1918) e a medalha da Vitória (Ordem do Exército, n.º 23, 2.ª série, de 1919)
Em Setembro de 1926, por proposta do coronel Fernando Mouzinho de *Albuquerque passou a prestar serviço junto do Alto Comissariado para a ilha do Faial. Nesta diligência mereceu ser «louvado por ter contribuído para remediar a situação calamitosa criada pelo terramoto de 31 de Agosto de 1926, na ilha do Faial, pois que na sua qualidade de engenheiro, se desempenhou com muito zelo, energia e competência na direcção de todos os serviços técnicos a seu cargo» (Ordem do Exército, n.º 18, 2.ª série, de 1927).
Na sessão ordinária de 23 de Janeiro de 1930, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal da Horta, «relembrando os bons serviços prestados pelo Capitão José Afonso Lucas, especialmente na freguesia dos Flamengos, que foi a mais sacrificada pelo dito terramoto e onde S. Exa. durante meses muito fez, devido à sua reconhecida competência e actividade, deliberou dar à praça da mesma freguesia o nome de Praça Capitão Lucas. » (Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta, Câmara Municipal da Horta, Vereações, Liv. 73, fls. 15-15v).
Em Junho de 1927, foi indigitado pelo ministro do Interior e autorizado pelo ministro da Guerra a exercer funções de governador civil do distrito da Horta.
Em 1944, a sua actividade voltaria a estar relacionada com os Açores e a ser louvado «[...] por ter contribuído largamente, com o seu constante esforço e as suas possibilidades de realização em curto prazo, para o bom êxito da organização das forças expedicionárias aos arquipélagos do Atlântico e às colónias [...]» (Ordem do Exército, n.º 11, 2.ª série, de 1944).
Luís M. Arruda
Fonte: Arquivo Histórico Militar (Lisboa), Cx. 2851. Biblioteca Pública e Arquivo Regional da Horta, Câmara Municipal da Horta, Vereações, Liv. 73.
