Lopes, Emídio José (E. J. L. da Silva)

[N. Lisboa, 1776 – m. Horta, ?.5.1845] Assentou praça no Regimento de Infantaria 10, em 1796 e foi promovido a alferes em 1809; a tenente ajudante no fim desse ano; a capitão, em 1812; major, em 1821; tenente-coronel, em 1827; coronel em data incerta entre 1832 e 1836 e foi reformado em 1838 em general de brigada. Estudou no Colégio dos Nobres. Participou na Guerra Peninsular integrado no Regimento de Infantaria 10, de Santarém, sendo feito prisioneiro na retirada de Salamanca, em 1812. Regressado a Portugal passou ao exercício de major no Regimento de Milícias de Miranda (1820). Serviu ainda nos Regimentos de Infantaria 24 (1825) e 3 (1826).

Em 1832, no posto de tenente-coronel, graduado em coronel, não tendo acompanhado o Exército Libertador ao Porto, foi nomeado a 6 de Agosto comandante militar do Faial para onde partiu com um destacamento de Artilharia e a 7 de Abril de 1836, já coronel, foi encarregado do governo militar do Faial, Pico, Flores e Corvo em conformidade com a nova organização do Exército nos Açores pelo decreto de 5 de Março de 1836, que extinguiu o comando militar dos Açores e criou governos militares nas ilhas que o justificassem. Esta orgânica durou até à criação da 10.a Divisão Militar no final desse ano, mas Emídio Lopes continuou no Faial e em 1838 acabou o seu governo e foi reformado, sendo em 1839 eleito vereador da Câmara da Horta. J. G. Reis Leite

Fontes. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), cx. 58, 221, 294, 514, 1748, 2016.

 

Bibl. Macedo, A. L. S. M. (1981), História das Quatro Ilhas que Formam o Distrito da Horta. 2.a ed., Ponta Delgada, Secretaria Regional de Educação e Cultura, II: 122, 148-149, 157; III: 244.