Lopes, Dimas Manuel Simas da Costa

[N. Biscoitos, ilha Terceira, 16.1.1946] Estudou no liceu de Angra do Heroísmo e licenciou-se em Medicina na Universidade de Coimbra, especialista em Cardiologia. É médico do Hospital de Angra do Heroísmo. Tem-se distinguido como pintor. Frequentou o atelier do pintor Enrique Valero em Angra do Heroísmo e Madrid iniciando-se na pintura a partir de 1989. Fez a sua primeira exposição individual em 1992 a convite da Direcção Regional de Cultura e a partir desta data, por convite ou por selecção em concurso, fez mais de duas dezenas de exposições individuais e muitas mais colectivas, em museus, galerias e espaços públicos, nos Açores, no Porto, Lisboa, Coimbra, Génova, Mântua, Recife, New Bedford, Tulare, New York. Nesta última cidade durante o ano de 1996 foi artista residente na Ágora Gallery.

A partir de 1998 passou a dedicar-se à escultura em ferro e aço, concebendo maquetas de arte pública, e duas dessas peças foram concretizadas em ferro zincado e colocadas nos Biscoitos e no Pico da Bagacina, ilha Terceira.

Está representado em lugares públicos, com pintura mural nas capelas de S. Pedro dos Biscoitos, em Impérios da ilha Terceira e no Hospital de Angra. Tem quadros nos museus açorianos, na Fundação Eng. António de Almeida, no Porto, em colecções particulares em Portugal, Espanha, França, Itália e Estados Unidos da América.

Fundou na ilha Terceira uma galeria de arte, Carmina, onde tem divulgado a arte contemporânea. É sócio e membro da direcção do Instituto Açoriano de Cultura, da Sociedade Portuguesa de Escultores e Artistas Médicos, e da Sociedade Nacional de Belas Artes. J. G. Reis Leite

Bibl. Nemésio, G. (1994), Uma família do Ramo Grande. Ilha Terceira. Lisboa, Ed. do Autor: 364.

 

 

Adenda
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Algumas das suas obras concretizadas a partir de 1998 são a escultura de homenagem aos “Homens do Mar e da Terra”, no Pico da Bagacina a escultura “O Pastor de Gado Bravo”, na Vila das Lajes a escultura “A Quarta Dimensão”, na Biblioteca Pública de Angra “O Escritório Pós-Moderno”, “Uma Flor Para a Criança Da Terra De Todos”, em Coimbra, as esculturas “ A Dança” e “Pela Esperança”, no Alentejo, “A Árvore do Caos”. Pintou as séries “A Cor da Palavra”, “O Outro Lado da Terra”, “O Ouro e os Mitos” e “Sinais da Matéria”. Recebeu a medalha de Valor Cultural da Câmara Municipal da Praia da Vitória. Foi membro da direção do Instituto Açoriano de Cultura (1995-2007), sócio da Sociedade Portuguesa de Cardiologia, da Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos e da Sociedade Nacional de Belas Artes. Em 2012, publicou o livro Sonata para um Viajante, pela Editora Calendário de Letras, em 2015, Porto do Mistério do Norte, pela Editora Companhia das Ilhas e em 2019, O Rapto, pela mesma Editora. 
Em 2004, fundou a Carmina Galeria de Arte Contemporânea, que a dezoito de setembro de 2020 doou à Região Autónoma dos Açores. A nove de outubro do mesmo ano, foi realizada, na Galeria, uma cerimónia para assinalar essa transferência. Ranu Costa (2022)