Lobão, Francisco Eleutério (F. E. L. Castro Fernandes)
[N. Chaves, 1804 m. Porto, 21.9.1832] Alistou-se no Exército em 1820 como soldado no Regimento de Infantaria 12. Passou a cadete a 28 de Dezembro de 1820; a porta-bandeira, em 1821; alferes, em 1823, sempre no Regimento de Infantaria 12; tenente de batalhão de Caçadores 11, a 20 de Outubro de 1823, passando nesse posto ao Batalhão de Caçadores 5, a 22 de Julho de 1824. Com a Vila-Francada manteve-se fiel à realeza de D. João VI acompanhando a Divisão Transmontana.
Seguiu para os Açores com *Caçadores 5, quando esta unidade acompanhou o general Stockler reempossado no cargo de capitão-general, em 1823, tendo ficado aquartelado em Ponta Delgada. Em 1825 passou à Horta e foi destacado para a ilha das Flores como comandante militar.
Em 1826 casou em Angra e aderiu à revolta de Caçadores 5, a 22 de Junho de 1828, para repor a Carta Constitucional. Passou a capitão agregado a 12 de Setembro de 1828. Integrado no Exército Libertador, foi comandante da 3.ª companhia de Caçadores 5, sendo ferido no cerco do Porto e vindo a morrer no hospital daquela cidade, já como capitão efectivo.
A sua filha, D. Maria Adelaide Barcelos de Lobão casou com o major Elias José Ribeiro, em 26 de Abril de 1840, na sé de Angra e foram os avós paternos do Dr. Luís da Silva Ribeiro. J. G. Reis Leite
Fontes. Arquivo Histórico Militar (Lisboa), cx. 1929.
Bibl. Merelim, P. (1974), As 18 paróquias de Angra. Angra do Heroísmo, Ed. do autor: 737-738.
